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Sete dicas práticas para viver a virtude da Castidade

Ensina o Catecismo da Igreja Católica: “A castidade é uma virtude moral, e também um dom de Deus, uma graça, um fruto da obra espiritual, no qual o Espírito Santo concede o dom de imitar a pureza de Cristo àquele que foi regenerado pela água do Batismo”.

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A castidade comporta a educação de si para submeter os instintos naturais à razão. Deve se ter claro que o prazer não é ruim em si mesmo, ele é um dom dado por Deus. Porém, ele possui uma ordem e um sentido: ele deve ser consequência de um ato de amor (o amor comporta doação, desinteresse, generosidade, saída de si, entre outros).

Quando o prazer é obtido por um ato de amor, é bom e lícito. Caso contrário, quando é obtido por um ato egoísta (oposto do amor), torna-se nocivo e ilícito. Para que o  prazer seja lícito, deve ser consequência de um ato cuja finalidade última seja o amor e não o prazer. Quando o ato é realizado apenas pelo prazer, ou seja, tendo o prazer como finalidade última do ato, então se foge da ordem natural dos atos humanos e se está em presença de uma desordem, um ato ilícito e injusto.

O ato que gera prazer, para ter como finalidade última o amor e assim ser lícito, deve ser ordenado pela razão (o amor é fruto da decisão racional). Para este fim, a razão deve submeter as inclinações naturais ao prazer que todo ser humano tem, e consenti-los (com a vontade livre iluminada pela razão), apenas quando estes estiverem em coerência com os princípios do bem moral. Caso contrário, deve subjugá-los e não consenti-los, pois a finalidade última do homem é a felicidade e esta vem pela realização do bem.

De qualquer forma, a razão deve submeter os instintos ao seu julgamento e não ao contrário. Se a razão não submeter os instintos, e eles determinarem os atos que são realizados, então falamos de atos mais instintivos do que racionais. Ora, sabemos que os seres irracionais, logo instintivos, são os animais. A castidade ordena o interior para que a razão domine os instintos, assegurando o correto gozo do prazer através de atos submetidos ao juízo da razão.

A seguir algumas dicas práticas para viver a castidade:

1 – Reze (e muito)

 A castidade é uma graça que deve ser suplicada.

Contemple Jesus que é o Cordeiro puro e sem manchas (1Pe 1,19).

2 – Faça atividades físicas

Os exercícios ajudam a liberar a tensão sexual, além de nos fazer crescer na disciplina, constância, perseverança e outras tantas virtudes.  A virtude da castidade pressupõe também a educação do corpo: submissão dos instintos naturais à razão.

3 – Cultive amizades sadias

Amizades verdadeiras, livres de apegos, profundas, desinteressadas, puras, em que Deus esteja sempre presente nas conversas e momentos compartilhados.

4 – Cumpra com suas obrigações e responsabilidades

Pontualidade, prontidão, constância no cumprimento das tarefas cotidianas (trabalhos, estudos, compromissos espirituais, etc.) opõem-se à preguiça sensual.

5 – Tenha prazeres ativos

Substitua o ócio por lazer sadio, por exemplo, passeios culturais, bons filmes, leituras de qualidade, jogos de mesa, etc.

6 – Sirva os outros com generosidade

A luxúria nasce do egoísmo. A saída de si para o serviço do outro combate diretamente esse mal.

7 – Guarde seus sentidos

Evite expor os seus sentidos (visão, olfato, paladar, audição e tato) ao que possa despertar em você o desejo pecaminoso, por exemplo, músicas, cenas de filmes e leituras indecentes.


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