
Falar em Itália é falar não só em mesa farta, mas também em muitos, mas muitos santos. E andar pelas ruas de Roma é garantia de encontrar igrejas com relíquias de vários deles. Há igrejas que tem mais de uma. É uma riqueza que impressiona.
Apesar disso, queria por demais visitar uma tumba de um Santo em particular: São Padre Pio. A aventura exigiu de mim três horas de trem e mais uma hora de ônibus, mas confesso que valeu a pena. Meu destino: San Giovani Rotondo, cidade em que na primeira metade do século passado viveu este famoso frei franciscano.
Em uma belíssima cripta, encontrei o corpo incorrupto do meu já querido Padre Pio. Diante do sagrado, o silêncio se fez. Este silêncio pacificou e ajustou os muitos movimentos dentro de minha alma.
A vida de Padre Pio sempre foi um convite a conversão, por meio do seu zelo ao sacramento da reconciliação, bem como a oração. Também impressiona ver o zelo dos moradores da cidade para com o ilustre Santo. Foi esse o ponto crucial da minha visita, meditar sobre como a santidade de um homem é capaz de mudar tantas realidades.
Em um segundo momento, conheci a “Casa Sollieo da Sofrenza”, que foi fundada pelo seguidor de São Francisco e hoje funciona como um centro de atendimento público para moradores de cidades italianas e também estrangeiros. A parte aberta ao público já acusa que não é ali um hospital como outro qualquer. A caridade do fundador se reproduz num ambiente de devoção a Deus por meio do Cristo enfermo e pobre. Vi-me questionando quanto a secularização dos nossos hospitais e escolas no Brasil, onde a fé e o sagrado são condenados com frequência.
O que 
Retorno ao Brasil com grande gratidão a Deus por todas as benções recebidas, renovando a convicção de que a Santidade não é só nossa vocação, mas também uma grande força de transformação do nosso tempo.
Sejamos santos!
São Padre Pio, interceda por nós.