No meio de muitos, ele estava
E nem sequer se destacava,
Só dos seus pães e peixes cuidava,
E do seu lugar não se deslocava.
Quando a fome de muitos o encontrou
E do seu mundo sozinho o retirou,
Para o seu pouco ou nada repartir…
Viu algo ao seu redor se construir.
Medo, espanto e até egoísmo inicial,
Deram espaço à experiência sem igual,
Do poder dar o que tem e ver crescer,
Com alegria de jamais reter
Para deixar aí o milagre acontecer.
O menino se alegrou e eu também,
Porque vimos que podemos ir além,
Graça que jamais iríamos ver,
Se não fosse o desafio de crer,
Que a partir do sim dado, tudo se faz…
E o fruto dessa obra é a paz!
Por Tereza Brito
