
No entanto, a nossa fé demonstra, com argumentos indestrutíveis, que afina flor da manifestação divina, àqueles que são “sua imagem e semelhança” (Gen 1, 26), se dá através das páginas incomparáveis da Sagrada Escritura. Para nós cristãos, podem existir bilhões de livros. Mas só a um denominamos o Livro. Porque nele o Cristo nos fala, como Palavra revelada do Pai. Tais escritos contém a inspiração do Espírito Santo. Mesmo que tenham um invólucro muito humano, manifestam os principais segredos divinos. E o que é importante para nós, expressam o que esse Ser amoroso espera de nós: a aceitação de seu Filho, Mestre e Salvador. Esse tesouro foi entregue por Jesus à sua Igreja, que o deve destinar a toda a humanidade.
Pois bem. Hoje a Bíblia é o livro mais comentado e estudado do mundo. Os estudos críticos e históricos destrincham página por página, e linha por linha. Isso é muito bom. Mas é apenas a primeira fase de sua leitura. Por ora, não vou me referir a duas chaves fundamentais de interpretação, que é a verdade sobre Cristo e sua Igreja. Quem não enxerga tais verdades nas páginas sagradas, nada entendeu das Escrituras. Mas me refiro à fase essencial da leitura: é a procura do seu sentido espiritual (ou alegórico). Descubro o que Deus quer falar para mim. Devo entrar em oração e descobrir, diante do Senhor, qual é a revelação que está reservada para mim e minha comunidade. “Fazei tudo o que Ele vos disser”(Mt 23, 3).
Dom Aloísio Roque Oppermann
Formação: Fevereiro/2009