Onde coloquei minha esperança?
Ao olhar para trás e enxergar os escombros de uma pandemia avassaladora que ainda reverbera dentro e fora da humanidade, o homem se torna cada vez mais peregrino da Esperança. Em tudo e em todos: aliás, onde estaria ela?
Se Esperança está naquilo que há de vir e se o que há de vir é a Eternidade, o homem corre sério risco de se perder procurando-a na transitoriedade. Desviar-se da trilha da Esperança é, portanto, fugir da rota do sentido de vida.
Então, para permanecer no caminho, uma coisa nos basta na mochila: a Fé, porque ela sempre apontará a Esperança, gerando também em nós a Caridade.
A exemplo de muitos santos, a melhor parte é saber que não caminhamos sozinhos. Os amigos do Céu peregrinam conosco e nos animam a encontrar a Esperança que já encontraram, porque sabendo eles que o amanhã é fruto do que se vive hoje, optaram por seguir nessa trilha sem desvios, deixando que o futuro fosse forjado na Esperança.
Que Maria, Mãe da Fé, da Esperança e da Caridade, fecunde em nós um coração expectante nas promessas de Deus que, por sinal, sempre se cumprem.
Afinal, “a esperança não decepciona.” (Rm 5,5)
Marília Cristina,
Comunidade de Aliança na Missão de Natal
