Formação

A Igreja precisa se mexer

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O Concílio Vaticano II, no decreto Ad Gentes, ensina: “Cada discípulo de Cristo tem sua parte na tarefa de propagar a fé” (n.23).

Cada católico tem que ter consciência da sua responsabilidade de buscar a “ovelha perdida” e anunciar a BoaNova de Cristo que tem poder de libertar toda criatura  da cultura demorte.

O ser humano só pode ter vida e vida com abundância no projeto do reino de Deus.

Só no fundamento da doutrina de Jesus de Nazaré, a pessoa pode e deve encontrar, paz, justiça e salvação.

No fiel cumprimento de sua vocaçãobatismal, o discípulo deve levar em consideração os desafios que omundo de hoje apresenta à Igreja de Jesus, entre outros: o êxodo defieis para seitas e outros grupos religiosos; as correntes culturaiscontrárias a Cristo e à Igreja” (DA n.185).

A Santa Madre Igreja enfrentou e vaienfrentar sempre os grandes desafios contrários o seu projeto de paz ejustiça e de vida eterna. Nada pode deter a sua missão em prol dadignidade da pessoa humana. Temos a promessa  de Jesus Cristo: “Asportas do Inferno nunca prevalecerão contra ela” (Mt 16, 18).

Não podemos ter medo dos desafios e dos inimigos de Cristo e da sua Igreja.

A fome não só destruiu a fé no Czarcomo também a fé em Deus”, disse com mentira, deboche e cinismo ocomunista ditador soviético ateu Vladimir Lenin (1870-1924). Eleutilizou a fome como meio “didático” de transformar a sociedade aextirpar qualquer fé religiosa.

Ora, sabemos a derrota do comunismo e a morte da sua ideologia ufanista contra fé cristã.

No século XXI, temos o confronto dadissimulada Nova Era. A sua tarefa é destronar radicalmente do mundo “afé cristã”, “a graça de Cristo, o sangue do Cordeiro Imaculado” e o“amor ao único Deus verdadeiro”.

O escritor ateu e autor do bestseller“A Bússola de Ouro”, Philip Pullman disse “Estou tentando minar asbases da fé cristã”, se referindo ao conteúdo herético de sua obra.

Diante dos desafios atrevidos eprovocativos, temos que confrontá-los com mais ousadia e audácia comopede o Documento de Aparecida:        “A Igreja é chamada a repensarprofundamente e a relançar com fidelidade e “audácia” sua missão nasnovas circunstâncias latino-americanas e mundiais” (n. 11).

“A Igreja na América Latina precisa semexer. A Igreja está chamada a continuar com esse estado de missãopermanente de que fala Aparecida, e esta missão de ser energicamenteposta em andamento, para reverter a erosão que a IgrejaLatino-Americana está sofrendo, declarou Dom Antônio Arregui Yarza,arcebispo de Guayaquil e presidente da Comissão Episcopal deComunicação de Conferência Episcopal Equatoriana, em um diálogo com aOrganização Católica Latino-Americana e do Caribe de Comunicação(OCLACC)” (2).

CONHECER A FÉ

Num mundo em que vivemos com tantoconhecimento técnico e científico, da era pós-moderna e globalizada,mais do que nunca, precisamos urgente e profundamente conhecer a nossasantíssima fé.

Como é atual a exortação do apóstoloSão Pedro: “Crescei na garça e no conhecimento de nosso Senhor eSalvador Jesus Cristo” (2 Pd 3, 18).

Atentemos para o pensamento abissal,salutar  e bem oportuno do Cardeal e Arcebispo de São Paulo, Dom OdiloScherer: “O que realmente importa é que cada católico, cada batizado,seja um católico consciente, convicto, procure conhecer bem a própriafé e o significado da pertença à Igreja”(3).

No que trata de conhecer bem a própriafé, o Documento de Aparecida responde: “Para cumprir sua missão comresponsabilidade pessoal, os leigos necessitam de sólida formaçãodoutrinal, pastoral, espiritual e adequado acompanhamento para daremtestemunho de Cristo e dos valores do Reino no ambiente da vida social,e econômica, política e cultural”(n. 212).

No tocante ao significado da pertença àIgreja, o mesmo Documento diz: “os fiéis leigos são “os cristãos queestão incorporados a Cristo pelo batismo que formam o povo de Deus eparticipam das funções de Cristo: sacerdote, profeta e rei. Realizam,segundo sua condição, a missão de todo o povo cristão na Igreja e nomundo”. São homens da Igreja no coração do mundo, e homens do mundo nocoração da Igreja” (DA n. 209).

CONCLUSÃO

Cada  vez mais o mundo é hostil a santadoutrina de Cristo. O príncipe das trevas, o deus deste mundoobscureceu a inteligência, a fim de que não vejam brilhar a luz doevangelho  da glória de Cristo, que á a imagem de Deus”. (2  Cor 4,4).

Todavia, não há derrotismo, não háfracasso para mensagem libertadora de Cristo. Cremos que o evangelho éa força de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Rm 1,16).

Temos ciência dos grandes desafioslevantados pelos inimigos de Cristo e sua Igreja, como: o avalanche dasseitas, cultura de morte, projeto de demolição da moral cristã, morteda consciência evangélica e a negação do amor ao verdadeiro DeusCriador.

Os desafios existem para serem vencidos. Como é glorioso os confrontos, tendo em vista a verdade e a salvação das almas.

Para o verdadeiro católico, ciente dasua responsabilidade, diante da Santíssima Trindade e da Igreja, nadapode lhe coibir de buscar seus irmãos afastados, feridos e excluídos aorebanho do Bom Pastor.

Pe. Inácio Jose do Vale
Pároco da Paróquia São Paulo Apóstolo
Siderlândia-Volta Redonda-RJ


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