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Na JMJ vivi uma experiência com a Igreja

Com a chegada do Papa ao Panamá muitas ruas foram fechadas, mas, em contra partida, milhares de corações se abriram.

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A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2019 se deu início para mim no dia 03/07/2018, quando pela milésima intervenção de Deus eu acolhi que era vontade dEle que eu me fizesse presente no Panamá. Foi quando permiti que a insistência de Deus em comunhão com meu ardente desejo de viver uma JMJ (a do Panamá foi minha primeira) dessem início a uma literal jornada de escuta, pobreza, confiança na providência e alegria. Quando cedi ao que Deus dizia fui compreendendo que Ele queria que eu trilhasse um caminho rumo à JMJ e ao Santo Padre, e que nesse caminho em tudo permitisse que Ele mesmo fizesse.

Escolhi começar essa partilha com o “antes” porque a JMJ não teria acontecido sem a jornada que a precedeu em minha vida. Os passos foram muitos e, juntamente com uma grande amiga e irmã, nos lançamos às arrecadações e preparativos da viagem. Vendemos palha italiana, panetone, com a ajuda de familiares tínhamos um bazar no interior, e também cofrinho, corte de convivências, e claro, penitência. E entre tudo isso pude presenciar a mão forte da providência de Deus que em tudo nos provava que seria nEle, por Ele e com Ele nossa ida.

Até o dia da viagem tudo ainda parecia meio irreal, e só quando avistei de dentro do avião a Cidade do Panamá senti meu coração palpitar na certeza de que o Senhor tudo havia feito para me proporcionar algo que até então eu não sabia dar nome, mas que hoje sei que foi a maior experiência de comunhão com a Igreja que eu já vivi.

Eu e mais centenas de milhares de jovens pousamos num país caloroso, seja no clima, na cultura e na receptividade. Em meio a um trânsito um pouco caótico, não cansávamos de ouvir buzinas dos panamenhos para os peregrinos. Não havia uma esquina, uma loja, um shopping ou qualquer canto sem um “bienvenidos” ou sem uma foto do Papa Francisco. Fomos acolhidos não só por um país e um povo, mas também por diversas outras religiões que nos saudavam pelo nosso fervor.

Eu poderia citar aqui milhares de momentos que marcaram essa JMJ, mas vou me limitar a dois que se destacaram mais.

Um deles sem sombra de dúvidas foi estar com o Papa Francisco. Mas, mais do que estar com ele e vê-lo, foi o movimento gerado ao redor disso. Sem saber, estávamos em um apartamento bem na rua principal que ele passaria no dia que ele chegou ao Panamá. E descobrimos isso porque ao sair de manhã do prédio, nos deparamos com algumas dezenas de pessoas já presas às grades que fechavam as ruas daquela região. Era difícil de acreditar porque ele só passaria ali por volta de 18h e logo cedo as pessoas já se acomodaram para esperá-lo. Isso me lembra muito Malaquias 3 que diz: “Quem poderá suportar o dia de sua chegada? Quem poderá ficar de pé quando ele aparecer?”

Me lembra porque a presença do Papa, o representante maior do Catolicismo no mundo inteiro, é capaz de colocar todos à espera dele, porque ele traz o próprio Cristo consigo, traz o Deus, traz a esperança.

Assim como esse povo preso às grades, a humanidade hoje vive estacionada à espera de uma esperança que já vive em meio a nós, que é o próprio Cristo. Quando o Papa Francisco passa não tem religião, nem cor, nem política, nem nada. Eu ouvi de muitos nativos lá a seguinte pergunta: “vocês vieram para ver o Papa?” Eles não perguntavam na maioria das vezes se referindo à JMJ, mas sim ao Santo Padre. Que fechou ruas com a sua chegada, mas que em contra partida, abriu o coração de muitos, muito além dos milhares de peregrinos que foram para vê-lo, mas mais ainda daqueles panamenhos que nos recebiam.

O outro momento foi participar do Festival Halleluya durante as atividades da JMJ. O nosso grande festival de artes estava presente também na Cidade do Panamá. Entre a rotina de ir para as catequeses, para os atos centrais, tentar ver o Papa Francisco. Ainda tínhamos como carisma Shalom a graça de tocar naqueles jovens por meio das artes.

Presenciar nos momentos de Adoração, Jesus Eucarístico andando no meio da Praça Francisco Arias e perceber que falávamos todos uma só língua: a língua do louvor. Nos encontrávamos quando olhávamos para Jesus e pertencíamos a uma só família: a Igreja Católica Apostólica Romana.

Retornamos para as nossas casas com a urgência de Deus nas nossas vidas, assim como nos disse o Papa Francisco em um dos seus discursos: “Jovens, vós não sois o futuro de Deus, mas o AGORA de Deus”.

Vivamos este agora pela novidade do Espirito e embasados no Evangelho que é sempre atual.

Que Deus nos abençoe e com a graça dEle nos vemos na JMJ 2022 em Portugal! Shalom!

Izabela Alves
Comunidade de Aliança


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