Formação

A Oração Pessoal do Pastor

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Quando comprometemos nossa vida de oração, todo o resto é comprometido, porque se nós não colhemos em espírito e em verdade a paz do coração de Jesus e das suas chagas, nós não temos como viver a unidade, encarnar esta paz, e não teremos a força e a potência para proclamá-la. Isto encravará toda a nossa vida e a nossa missão. Por isto sabemos que temos um risco muito grande no exercício da nossa missão de, fragilizando a nossa vida de oração, fragilizar todo o corpo da comunidade.

Fragilizar a vida de oração, é fragilizar todo o corpo comunitário. É tampar a fonte, e há muitas causas para isto acontecer: O excesso de compromissos profissionais, familiares, e também apostólicos, ou seja, os compromissos com a própria obra de Deus jamais deverão comprometer a essência de nosso chamado. O nosso excesso de compromissos, mesmo com a obra de Deus, pode nos tirar demasiadamente da vida de oração e não podemos permitir que eles nos roubem da intimidade com Deus, fonte, essência e fim de todo o nosso serviço a Ele.

Sta. Teresa D’Avila, mesmo sendo contemplativa, teve muitas vezes que viajar, mas Sta. Tereza tomou uma solução muito concreta para não perder sua vida de oração: ela transformou sua carruagem num lugar de oração, que chamava “mosteiro ambulante”. Na sua carruagem, durante suas viagens, ela procurava cumprir e viver tudo aquilo que o Senhor lhe chamava para a intimidade com ele.

Quando as nossas viagens são indispensáveis, então, levemos como que um “mosteiro” dentro de nós. Dentro dos limites e das exigências que nosso apostolado nos faz, carreguemos dentro de nós este mosteiro e não nos afastemos da vida de oração. No afastamento da vida de oração pode estar uma grande ferida e uma grande causa dos nossos males, de não estarmos nos configurando a Jesus Cristo, de não estarmos passando pela porta.

É verdade que a mesma Sta. Tereza que diz que algumas situações pôr exigência do próprio Deus, nós nos abstemos da oração, em vista da missão, mas é verdade que é ela mesma que continuamente aonde ela estava, procurava ao seu redor, construir como que uma espécie de mosteiro vivo, nos seus compromissos e na sua vida.

Que nós também construamos nosso mosteiro ambulante, melhor dizendo, que nós também possamos viver neste espírito, adaptando o espírito e a inspiração de Tereza para nós. Que nenhuma desculpa, pôr mais nobre que seja, nenhuma causa, pôr mais nobre que seja, nos roube da primazia de estar diante do Senhor.

Arquivo Shalom


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