Alegria: estado de viva satisfação, de vivo contentamento; regozijo, júbilo, prazer.
Anestesia: estado de impassibilidade, de apatia, de desinteresse.
Eu conheci a alegria de verdade. Ativa na Igreja desde os meus 7 anos de idade, cantando no coral, depois aprendi a tocar violão e me engajei em um grupo de jovens. Ali estava a minha alegria.
E porque eu sabia o que era alegria, achava estranho quando via quem estava lá comigo se deixar seduzir pela anestesia do mundo, permanecendo dos dois lados. Eu pensava: “Como as pessoas conseguem fazer as duas coisas? Uma hora eles vão ter que decidir o que eles querem da vida! O que será que elas procuram no mundo?”.
Algum tempo depois eu consegui essa resposta — e da pior forma possível. Eu me tornei quem eu tanto temia: a pessoa que ia pra Missa de ressaca, “virada” da balada, que ia para o grupo de oração com outra roupa e com maquiagem na bolsa para me arrumar e ir para a farra e meu guarda-roupas passou a ter roupas de ficar em casa, roupas de Missa e roupas de festa, de noitada.
“Mas qual é o problema? Onde está o erro? Eu sou jovem também, né? Não faz mal tomar essa tequila aqui, mesmo que seja a quinta. Por que eu não posso dançar desse jeito? Esses caras que não me olhem, eu só estou me divertindo! Eu mereço essa alegria depois de trabalhar a semana inteira! Sextou! Vou beber para esquecer o cansaço. Só mais essa vodka para que eu possa ficar mais “alegrinha”. Toca aquela, DJ, para a minha alegria ficar completa!”
Todas as frases acima ecoavam na minha cabeça, mas pareciam extremamente forçadas. Cada rolê e cada balada, reiteravam a certeza que meu coração já sabia: ali não era o meu lugar. Passei a sentir uma agitação, uma vontade de ir embora. Para aguentar permanecer ali, eu continuava bebendo.
E foi assim que eu comecei a confundir as duas palavras lá do início do texto. O cansaço do dia-a-dia, os problemas e preocupações da semana, as desilusões em todos os tipos de relação e a superação disso e de muito mais era descontado na bebida e em outras “loucuritas más”. E foi assim que eu descobri que a gente passa da conta, não para ficar alegre, mas para não sentir, para anestesiar.
Até que um dia, eu acordei desse coma.
Após um carnaval, eu voltei para casa e tive que me olhar no espelho e decidir o que eu ia fazer, pra que lado desse muro que eu estava sentada eu iria cair.
Eu estava prestes a me anestesiar de vez. Mas, certo dia, fui a um encontro. E pude provar novamente a alegria de verdade. A alegria de ouvir a voz do meu Criador de novo. A alegria de sofrer as feridas que eu tentava anestesiar. A alegria de ser gente que sente. Então eu decidi que queria sentir tudo. E descobri que eu era feliz por sentir novamente a alegria de estar viva!
Era como acordar de um coma. Encher os pulmões de ar. Viver, viver e viver. As dores e as alegrias faziam parte do caminho. Decidi abraçar as minhas circunstâncias.
Alegrai-vos no Senhor
Neste ano tão atípico, no carnaval não vai ter bloquinho, baladinha e tals. Mas pode ser que ainda sim, você queira se anestesiar, porque tem sido difícil demais. Mas eu te convido a dar uma chance à loucura de encarar a vida de peito aberto, e descobrir que tem muito mais alegria em ser aquilo que Deus quer que você seja, em colocar nEle toda a sua confiança, e ser feliz em viver!
O nosso retiro de Carnaval Alegrai-vos vai acontecer nos dias 13 e 14 de fevereiro online, através do ComShalom. Faça sua inscrição e venha experimentar a verdadeira Alegria, aquela que não passa!
Baseado em fatos reais
