O poeta nos diz: “Além do horizonte deve ter um lugar bonito pra viver em paz…”. E cantamos de peito aberto, no desejo de saborear toda a beleza da canção.
Quem nunca sonhou com esse lugar, com esse estado de espírito: sossego, calma, quietude, mansidão, serenidade, placitude?
Só reconhece a tranquilidade quem passou por grandes tribulações; só valoriza a Luz, quem já viveu dias sombrios e nebulosos; a alegria da aceitação, só quem já provou ser dilacerado na dor da rejeição e do esquecimento.
No ritmo impertinente da vida, diante dos muitos afazeres, almejamos e nos esforçamos por essa calmaria, e, iludidos, lutamos dia após dia para cessar nossas guerras, tentando calar com coisas externas aquilo que grita em nós.
Sonhamos e valorizamos o que está fora, mas é dentro que se encontra o que está “além do horizonte”. São nas escolhas diárias que se fortalece a busca daquilo que não se vê, e quem disse que a calma só se esconde no extraordinário?
Breno Dias
Missionário da Comunidade de Vida
