O imaturo não consegue ordenar as suas paixões, move-se a partir daquilo que dá ou não prazer, não consegue sozinho distinguir entre o que de fato é bom ou ruim e muito menos se aquilo é verdadeiro ou falso, se tem algum valor diante da eternidade.
Percebam a importância de nos conhecermos através dos influxos, dos estímulos externos, sejam eles as boas leituras, boas referências imagéticas que chegam até nós através dos bons filmes ou até mesmo de boas pessoas que seguimos no Instagram, das boas companhias, enfim, tudo isso ajuda a ordenar o intelecto, o que significa saber diferenciar o verdadeiro do falso.
Esse conhecimento acerca das coisas oferecido pela cultura nos dá ferramentas para que em algum momento consigamos ordenar a nossa vontade e começar distinguir entre o que é bom e o que é ruim e, como consequência desse conhecimento, passamos a ordenar a nossa vontade, a ordenar o nosso corpo e a entender que bondade e verdade não estão só em fazer coisas que nos dão prazer, mas sim em fazer o que é bom porque aquilo é verdadeiro, porque nos ultrapassa no tempo. Faz-nos eternos.
Ou seja, a pessoa madura é aquela que sabe onde quer chegar, que possui um argumento de vida que lhe é próprio e não o resultado da cópia da cultura da massa e que, ao saber desse argumento, consegue ordenar seus meios de ação afim de conquistar a meta que almejou.
Se você quer amadurecer, conheça-se. Estude. Aprimore-se. Isso te dará motivos para continuar e alinhando a tua vontade, os teus ideais a meios de ação concretos, e você certamente amadurecera.
Mas caso não queira amadurecer ou prefira continuar no nível em que está, continue justificando a sua inércia com a falta de vontade. Esse é um caminho seguro para não ser ninguém, para não ser lembrado.
