Institucional

Amor é doação e eu tenho que me doar

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aaaMeu processo de conversão foi bem transparente aos cuidados de Deus. Eu era aquele cristão que tinha um pé na Igreja e outro no mundo. Mas eu comecei a me sentir muito vazio, eu tinha uma necessidade muito grande de ajudar o próximo, de sair em missão, de ajudar os outros. E foi assim que Deus fui trilhando o meu caminho.

Eu comecei a trabalhar em uma escola e foi nela que eu percebi o quão carente aquelas crianças eram e o quanto eu era fútil. Pois, eu via crianças extremamente carentes de amor, de coisas materiais e eu me dizia carente de uma coisa que eu já tinha, que eu só não percebia. Nesse tempo eu fui aprendendo, eu voltei a ir mais a missa, a viver os valores cristãos.

Eu já estava há um ano nesse processo quando uma amiga me chamou para ir em um retiro do Shalom, que foi o Retlazer de 2015. Eu já estava percebendo essa sede de procurar a Deus há algum tempo. Nisso eu resolver ir para o retiro. E foi nesse retiro que Deus me tocou de uma maneira muito forte, por meio da palavra de um irmão, que disse: “Eu te noto”.

Eu estava realmente querendo ser notado e Deus me dizia que Ele me notava, que Ele percebia o meu esforço, a minha busca por Ele. E isso me tocou de uma forma tão grande que eu pensei, como eu, sendo pecador como eu sou, fazendo as coisas que eu faço, Deus ainda me nota e acima de tudo me ama. E isso me tocou de uma forma tão grande, que eu percebi como funcionava um amor de Deus. Um amor tão grande, que não te pede nada, mas por ele ser tão grande é impossível não oferecer tudo em troca.

Nisso eu comecei a minha caminhada no Shalom, a participar do grupo de oração, algo que eu tinha muito preconceito, mas que depois foi muito tranquilo. Eu tive uma grande graça de ter pastores que me ajudaram muito. E nesse tempo eu fui percebendo como era o amor de Deus. Como diz São Francisco, “o amor não é amado”, e é esse amor tão grande que deixou esse desejo de amá-lo de volta. Para mim amor é doação e eu tenho que me doar. E eu sigo nessa caminhada.

Neste ano, por convite do meu pastor, eu iniciei a minha caminhada vocacional. E esse tem sido um tempo de muito conhecimento, de quem eu sou, do que Deus me formou e do que Deus me chama a fazer. Então esse período vocacional tem sido um tempo de conhecer a vontade de Deus para mim. De como eu me encaixo nessa vontade e de como eu devo ser enquanto homem, enquanto Antônio.

Antônio Junior


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