Shalom

Angélica Teixeira explica como crescer na vivência da palavra do Papa Francisco à Comunidade

Em recente encontro com o Moysés Azevedo, o Pontífice deu como palavra de ordem para a Comunidade Shalom a virtude da humildade.

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Angélica Teixeira, formadora geral | Foto: Arquivo Shalom

Humildade foi a palavra do Papa Francisco à Comunidade Católica Shalom para os seus 40 anos de fundação. A palavra, dada durante uma audiência particular com o fundador, Moysés Azevedo, vem de encontro ao direcionamento dado por Deus no retiro de escuta do Conselho Geral da Comunidade para este ano. Em entrevista ao Comshalom, a formadora geral, Angélica Teixeira, explica como crescer no entendimento e na vivência da orientação do Papa Francisco.

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Comshalom: O Moysés já teve a oportunidade de estar com o Papa Francisco em uma audiência particular em três ocasiões e, em todas elas, ele pediu uma palavra para a Comunidade. Neste ano, a palavra do Papa foi humildade. Como podemos crescer no entendimento desse novo direcionamento do Santo Padre para nós?

Angélica Teixeira: É uma direção que a Igreja nos dá. Na verdade, Deus nos deu também essa direção na Escuta do Conselho Geral quando Ele nos falava que a gente precisaria de humildade para caminhar atrás de Jesus e de Maria toda pequena. Então, para crescer neste entendimento, é preciso tomar essa direção. A palavra do Papa foi um direcionamento e a gente precisa de docilidade para tomar esse caminho de humildade, seguindo Jesus e Maria que vão a nossa frente. Quanto mais nós nos deixarmos, na docilidade do coração e na prática das nossas escolhas e atitudes cotidianas, inserir por Deus nessa direção, mais então vamos crescer no entendimento. Quando Deus fala é preciso colocar-se a caminho. A Palavra de Deus sempre gera um movimento em nós. E nos movendo na direção que Deus nos apontou então aí, um passo de cada vez, Ele mesmo vai nos fazer crescer na compreensão e nos dar toda a oportunidade de colocá-la em prática.

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Comshalom: Como formadora geral, o que você nos orienta para vivermos esta virtude?

Angélica Teixeira: Eu acho que a primeira indicação é essa: nos deixar inserir, acolher essa direção e dar passos concretos de seguimento na direção que Deus nos apontou. Nossos Estatutos e nossos Escritos nos lembram que a oficina de Deus para nossa formação é a nossa vida. Então é necessário estarmos atentos, pedirmos a Deus um coração atento para saber colher todas as oportunidades que a própria vivência da nossa vocação e da nossa vida cotidiana vai nos trazer pela Providência de Deus. Colher as oportunidades de crescer em atos concretos de humildade, nas decisões, nas escolhas, nos discernimentos, nos momentos alegres e nos dolorosos. Ter sempre essa indicação em mente, escolher sempre o caminho mais humilde. Acho que a Providência mesmo vai se encarregar de nos trazer muitas oportunidades de poder escolher concretamente a humildade, na obediência à voz de Deus, à Comunidade, na submissão aos tempos que Deus manifesta através da condução da própria formação e dos relacionamentos com os irmãos que nós encontramos todos os dias, nas oportunidades que tivermos no nosso trabalho. Pedir a Deus esse coração atento de não deixar escapar nenhuma oportunidade de escolher a humildade.

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Comshalom: Qual leitura podemos fazer para as três palavras do Papa para a Comunidade: “Não tenham vergonha do Evangelho”, “Consolidar” e “Humildade”. Você percebe alguma condução do Espírito para a Comunidade a partir destas palavras?

Angélica Teixeira: Sim. Eu acho que Deus é muito claro conosco. Primeiro vem logo a nossa meta: nós nascemos para evangelizar e anunciar o evangelho. Então é preciso não ter vergonha do Evangelho e não negociá-lo com o mundo e com as circunstâncias em que nós estamos inseridos. Mantermo-nos firmes nesta direção de anunciar o Evangelho que é a finalidade da Comunidade. E, nos mantendo firmes, Deus vai consolidando essa obra em nós, vai nos fazendo cada vez mais hábeis em dialogar com os irmãos, com o mundo, com as realidades, sem abrir mão do Evangelho. Ele vai gerando uma eficácia cada vez maior na nossa ação evangelizadora e no nosso anúncio revestido do poder da Ressurreição de Cristo e isso, sim, é capaz de transformar as vidas. E contemplando tudo isso, podemos reconhecer que isso só pode ser uma ação de Deus, só pode ser uma graça derramada sobre nós, só pode ser sinal concreto da presença de Jesus ressuscitado que passou pela Cruz em nosso meio, que age através de nós e que vai ocupando cada vez mais o seu lugar na Comunidade e, consequentemente, fazendo-nos ocupar o nosso lugar que é sempre atrás dele e da Virgem Maria. Isso nos fará, com certeza, crescer nesta humildade que Ele nos pediu.

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