
Realmente o dinheiro é fascinante e tem um poder grande de domínio sobre nós. Mas a questão não está no estado de riqueza, está na forma de relacionamento que temos com o dinheiro e com os bens que o produzem. Não é a quantidade acumulada, mas o trato que temos com ela.
Na dinâmica atual podemos dizer que o Estado é rico,contribuindo para a riqueza de alguns privilegiados, deixando uma relevante massa da população na pobreza, e até na marginalidade. Sem um controle institucional sério, uns ficam ricos à custa do sofrimento dos outros.
Normalmente o excesso desmedido de uns acontece com a faltado necessário para a sobrevivência de muitas pessoas. Isto significa que o luxo da classe dominante é sempre pago por alguém desvestido da possibilidade de uma vida mais confortada. Significa má distribuição dos bens da vida.
O dinheiro tem força para alienar o ser humano e de cortar a sua comunicação com Deus. Ele é endeusado por quem é materializado e diminuído na sua dignidade como pessoa humana. Com isto, não deixa de ser um fim em si mesmo e a única fonte de realização da pessoa.
É louvável o papel do rico que consegue libertar o pobre de sua condição sofrida. Não podemos dizer que o rico seja mau, ladrão, desonesto e injusto se os seus bens têm função humana e social, principalmente se ele está preocupado com a dignidade do irmão.
Interessante que o destino do rico é o mesmo do pobre. Ambos vão parar na sepultura, levando consigo apenas a boas obras realizadas a favor dos irmãos. As mãos não podem estar vazias. É preciso construir obras de eternidade, que contam no julgamento final. Corremos o risco do acúmulo desnecessário e perder o sentido da vida.
Formação: Setembro/2010
Deus, que é amor, quer chegar ao mais profundo do seu íntimo, para retirar das trevas a verdade sobre o seu próprio eu. Ao ler este livro, permita que Ele entre e limpe todas as impurezas do seu coração.
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Excelente reflexão! Na vida temos que optar por seguir a Deus, ou ao dinheiro. Ao seguirmos à Deus vamos atrás de uma felicidade duradoura que não possa apesar do problemas , das quedas e das frustrações que se apresentam no cotidiano. E ao optarmos pelo dinheiro nunca alcançaremos a plena felicidade, pois ele não preenche o vazio existencial deixado pelo egoísmo, orgulho e avareza.