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Apesar das minhas misérias, a Sua Misericórdia prevaleceu!

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whatsapp-image-2016-09-15-at-17-16-26Apenas mais uma jovem (Nicole Teixeira, obra da Comunidade Shalom), pecadora, limitada, e preenchida de falhas. Mas, algo muito maior que tudo isso me transformou. Tem somente doze letras, é visível e invisível concomitantemente, e não pertence a este mundo… Misericórdia! Foi ela que me trouxe aqui com o intuito de lhe dizer que o meu Deus, e o seu Deus, é um Deus vivo!

No final do ano passado, 2015, decidi de fato não desistir de compreender as alterações que há três anos incomodavam a minha saúde e o meu corpo. Já tinha procurado alguns médicos e todos não sabiam dizer o que eu tinha. Como um deles disse: Não posso fazer nada por você. E com o tempo pensei até em me acomodar e aceitar. Talvez pelo cansaço ou pela falta de esperança.

Mas, uma pessoa que se importa mais comigo do que eu mesma me fez persistir e procurar. Até porque nenhuma mãe desiste do seu filho. Ela soube de uma promoção para um plano de saúde, e o fizemos em agosto de 2015. Em seguida, procurei mais uma médica, fiz vinte e sete exames no mesmo dia, e todos deram normais. A única diferença é que esses resultados me deram ainda mais vontade de compreender o que de fato acontecia comigo.

E então nós seguimos e fomos em busca de outra especialidade. Refiz e fiz mais exames. Sinceramente, perdi as contas de quantos. Mas não me importava a quantidade de horas em jejum e nem de furadas no braço. Eu só queria uma resposta. Mas quando recebi todos os exames os resultados foram os mesmos, todos iguais. Com exceção de um, embora não fosse o suficiente para fechar o diagnóstico. Embora, concluiu que eu tinha intolerância a lactose (proteína do leite). Foi nesse momento, ainda no final de 2015, em que a médica falou da possibilidade da doença celíaca. Aquela que impede o indivíduo de comer tudo que tenha glúten, aveia, trigo, cevada, ou seja, pão, biscoito, sorvete, bolo, coxinha, macarrão, salgados, chocolate… Uma gama de alimentos que todo jovem consome. Ainda em 2015, ecebi a guia da endoscopia do intestino (aquele exame em que manipulam um tubo com uma câmera até o local desejado) e da biópsia (retirada de uma parte do tecido para analisar as células). Só eles poderiam fechar o diagnóstico. Mas, para isso esperei cerca de uns quatro meses a liberação pelo plano.

Passou-se os meses, e durante eles me perguntava qual seria a minha reação e o que eu esperava. Por uma parte eu queria ter a doença celíaca, porque só assim teria uma resposta. Mas, por outro eu não queria. Enfim, chegou 2016, e no início desse ano um jovem “desconhecido” do Shalom veio conversar comigo e me disse: Esse é um ano de grandes acontecimentos para você. E, sinceramente, não pude compreender a dimensão dessas palavras. Bom, fiz os exames no mês de maio de 2016, e contei nos dedos os dias que faltavam para os resultados. E na ordem recebi o da endoscopia que deu normal. E o da biópsia que dizia: aspectos observados no estágio III para possível doença celíaca. Essa patologia apresenta o nível máximo o IV.

Não sabia como reagir… Apenas marquei novamente uma consulta e confirmei o que já era esperado. Eu estava feliz, mas também triste. Comecei a fazer a dieta cheia de restrições, tanto à lactose quanto ao glúten, e passei a tentar me adaptar. Mas sempre que possível me perguntava: Qual o propósito disso, meu Deus? E a resposta era sempre um silêncio. Esse silêncio me era suportável, até o momento em que lembrei que a hóstia é composta de trigo e água. E depois disso, todas as missas as quais eu fui eram ótimas, mas no momento da eucaristia eu me tornava um rio perene de lágrimas, incapaz de contê-las. E sempre com a mesma pergunta e com o mesmo silêncio. Porém, sempre fazia a minha oração, a minha eucaristia espiritual.

Já estava adaptada à dieta, e chegou o mês de agosto, quando retornei ao meu grupo de oração (estava muito distante dele, devido as férias). Era uma terça, dia 02 às 20h15, e eu estava bastante atrasada, então pensei em deixar para a próxima. Embora, Ele me dizia para simplesmente ir. E eu fui. Quando cheguei na lateral da igreja pensei que não estava tendo o grupo, pois não tinha ninguém na frente e nenhum som. Mas, quando fiquei de cara com a paróquia percebi que estava tendo adoração, e naquele mesmo instante entendi o porquê que eu devia estar ali, ou melhor dizendo uma parte do porquê.

Entrei e sentei na última fileira sozinha. E comecei a rezar. A partir disso, me silenciava todas as vezes em que a ministrante falava, e prestava atenção em busca de algo direcionado para mim. Mas não havia nada. Através do Espírito Santo, ela falava de muitas realidades relacionadas com as vidas das pessoas ali presentes. E a cada pronúncia eu O interrogava: E eu? Então, houve a penúltima fala dela sobre a cura de alguém com uma dor de pescoço no lado esquerdo. E mais uma vez perguntei: E eu? Porém, dessa vez eu não tive o silêncio como resposta, e sim as seguintes palavras: E você que está doente, Eu te curo. É você que contou para poucas pessoas do seu grupo de oração que está doente. É você que recebeu o seu diagnóstico há pouco tempo. E a você eu digo volta a tua médica e refaz os teus exames. Não havia o que falar naquele momento a não ser repetir infinitas vezes: obrigada!

Assim, acabou uma parte da adoração. E veio o momento de partilha em que foi citado o versículo Isaías 43. E ao chegar em casa e abrir o estudo bíblico (depois de muito tempo deixado de lado) vi que a passagem era a mesma (Isaías 43), dando ênfase a: “Não tenha medo, porque Eu o redimi e O chamei pelo nome: você é meu. Quando você atravessar a água Eu estarei com você, e os rios não o afogarão.” Após esse momento em um outro dia, Deus ainda me mandou a uma capela. E me fez sentir novamente a reafirmação da Sua cura através de outra adoração. Na qual o padre no final começou a citar as inúmeras curas realizadas por Jesus aos enfermos que o buscaram. Uma de suas palavra mais tocantes foram: Sua fé lhe salvou. E para finalizar toquei o Santíssimo, assim como a mulher que sentiu o leve do Teu tecido sobre os seus dedos. Eu Ti toquei sem anseio e sem medo pela primeira vez.

E como quem já estava mais que agraciada com tudo isso, Ele o detentor das minhas limitações enviou a Sua palavra mais uma vez. Novamente pela mesma ministrante daquela adoração, com exceção que isso ocorreu em uma simples oração. Na qual Ele dizia por meio dela: Não se atenha a resultados, porque não serão eles que mudaram a sua vida. E sim, a Minha vontade. Agradeço a todos que fizeram parte deste testemunho, até mesmo aqueles que não sabiam (esse momento é para vocês também), mas que rezaram por mim. Cada um de vocês foi importante para cada passo. Da minha família, aos amigos e a minha médica. O meu muito obrigada. Da mesma forma que eu, vocês foram escolhidos dedo a dedo por Deus para construir essa história comigo.

E para finalizá-la, refiz o exame e durante o tempo de espera percebi que um dos propósitos dEle era fortalecer a minha fé e a de todos ao meu redor. Na verdade, a resposta que eu sempre esperei não foi a de nenhum diagnóstico, mas foi a Sua vontade. E ela foi feita.

Por Nicole Teixeira


Comentários

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  1. Por isso vc relatou ter tocado nas suas vestes. Vc alcançou uma graça, a cura por ele determinada. Seu exemplo de perseverança e de fé é maravilhoso aos olhos do pai.