Talvez ela estivesse cansada. Talvez, ela tenha se apaixonado alguma vez, colocado esforços, expectativas, e sonhado em ser digna de amor. Talvez ela tenha desejado tanto e tanto, que tentou uma vez, duas, tentou três, tentou cinco. Pode ser que tenha se perdido muitas vezes durante a busca, a ponto de não se reconhecer mais. Talvez, desejando encontrar amor, ela tenha se esquecido de quem era.
Talvez ela tenha se arrastado por todos esses amores. Talvez utilizasse sua beleza corporal para atrair atenção, com a esperança de conseguir afeto. Como se fosse uma troca equilibrada, oferecer o corpo por um quase amor. No lugar do prazer físico, talvez esperasse eliminar suas carências emocionais, colocando sobre o parceiro uma espécie de “obrigação” de suprir suas necessidades emocionais mais íntimas. Ou, não, talvez realmente buscasse satisfazer o prazer próprio através do outro. Poderia estar tão confusa ou ferida que se tornara escrava de seus impulsos.
Ela teve cinco homens antes de estar com aquele que não lhe pertencia. Nos dias de hoje, a ideia provavelmente nem causaria escândalo, em tempos de “contatinhos” e “esquemas” na gaveta. Tempos de relacionamentos superficiais e sem compromisso, na cultura do descartável.
De qualquer maneira, não temos como saber em detalhes o que ocorreu com aquela mulher. Não assim, nos pormenores. Mas conhecemos o suficiente: Um dia, ela conheceu o amor que preencheu todo o seu ser, que cessou a sua busca, porque saciou a sua sede. E a mudança foi definitiva, nesta história entre a mulher samaritana e seu encontro pessoal com Jesus Cristo.
O Senhor sempre se antecipa, por isso já estava a sua espera. Não condena, não julga, mas revela a si mesmo. Ele se deixou conhecer. Tinha sede, diz o Evangelho (João 4). Ele tinha sede de que ela tivesse sede: de uma vida nova que poderia saciá-la. Sede de beber da fonte de todo o amor, daquele que é Amor, e que pode capacitá-la para o amor.
Entrou em sua história para curar, justamente, suas feridas mais profundas. E é a partir deste encontro definitivo que ela se torna livre para amar. Tanto que vai ao encontro de muitos. É sempre assim, não é? Quem ama, quer declarar. Aquela que até então se escondia da multidão, agora se lança, sem medo, com a dignidade restaurada. Ela se tornou livre. E quem conhece a liberdade, já não reage conforme seus impulsos ou ânimos, tão voláteis e inconstantes, mas conforme seus valores e convicções.

Olá.. não sou de SP como faço para ter acesso a pregação?