Ao longo dos meus 24 anos eu já passei por diversos caminhos, já vivi fases muito difíceis e tiveram momentos em que eu achava que não sobreviveria aquilo, sentia o fardo pesado demais para carregar e assim perdi o meu sentido de vida. Hoje venho contar sobre o fardo mais pesado, mas também o mais prazeroso de já ter vivido, uma depressão e uma nova descoberta de sentido de vida.
Em janeiro de 2018, em meio a um surto eu simplesmente tentei cometer suicídio ingerindo 180 comprimidos de um calmante que eu tomava para ansiedade, me recordo que várias coisas vinham acontecendo comigo e eu não sabia lidar com tudo, era um misto de impotência diante das situações, culpa por achar que aquilo tudo estava acontecendo por culpa exclusiva minha e muita dor emocional e física, de modo que, eu só queria acabar com aquela dor, ainda que isso acabasse com a minha vida.
O que aconteceu foi que os 180 comprimidos simplesmente não me surtiram grandes efeitos, e na mesma noite do dia 3 janeiro de 2018 eu “acordei” (voltei a estar consciente), e, com muita raiva questionei a Deus qual o sentido de ter permanecido viva já que nada dava certo pra mim. O tempo ia passando e apesar de todos os esforços da minha família e dos poucos amigos que me restaram, parecia que nada me bastava, eu continuava vazia e querendo morrer, aquilo não passava, mas mal sabia eu que em pouco tempo Deus realizaria grande obra em mim.
Eu conheço a Comunidade Católica Shalom há mais ou menos 12 anos, entrei na obra quando ainda era criança e tive várias experiências com o amor de Deus no decorrer de todo este tempo, mas, apenas este ano, encontrei o meu real sentido de vida e me deixei levar por este amor tão imenso, que hoje, eu reconheço, me deixou viva e me ensina diariamente a reviver.
Um pouco antes do carnaval de 2018, minha mãe, que é membro da Comunidade de Aliança, pediu que eu fosse para o retiro de carnaval do Shalom, o Renascer, e eu pensei se deveria ou não ir, pois já estava há muito tempo afastada da Obra Shalom e da Igreja Católica. Até que no primeiro dia de Renascer eu resolvi ir à missa e lá foi proclamado sobre uma pessoa que havia perdido seu sentido e que durante o evento Deus ia mostrar qual o real sentido da pessoa.
Eu tomei aquilo pra mim e foi uma decisão que mudou todo o curso da minha vida. Participei do Seminário de Vida no Espírito Santo e no decorrer do Seminário (pregações, oração de cura e efusão) eu me sentia sempre um pouco mais forte, como se a minha bateria estivesse sendo recarregada a cada pregação, oração etc. No último dia acontece a efusão, que é o momento de pedir e se ter uma experiência com o batismo no Espírito Santo, e lá estava eu na fila da efusão esperando ansiosamente por alguém que dissesse tudo que eu precisava ouvir para voltar de fato a viver, eu esperava coisas como “Deus te ama, te cura”, mas mais uma vez, Deus me surpreender e foi além.
A pessoa que estava conduzindo a oração desceu do palco e foi rezar por mim, eu nem estava nos primeiros lugares da fila, mas ele foi lá e pôs a mão na minha cabeça e começou a orar, falou primeiramente sobre sentido, e depois sobre liberdade interior. Deixou claro que Deus me queria, me amava, mas que me deixava livre para decidir se eu queria ou não esse amor. Por fim, a pessoa me pediu pra abrir os olhos e ficar na frente do ícone de Nossa Senhora e os Discípulos e mais uma vez rezou por mim, e aquilo mudou a minha vida.
Eu já não via mais ninguém, só via ali Nossa Senhora, os Discípulos e o Senhor me reconstruindo, como se eu estivesse fragmentada, eu era um quebra-cabeça, e Eles e Ela juntavam cada pedacinho meu. E de fato eu me sentia quebrada, eu me sentia um quebra-cabeça que faltavam várias peças, mas, no final eu descobri que só me faltava uma peça, DEUS. Ele era a parte que faltava em mim. Não basta apenas encontrar um sentido no trabalho, em um relacionamento amoroso, filhos, família, amigos, pais, etc. É preciso encontrar-se com O Amor que primeiramente nos amou.
Hoje, apenas oito meses depois da minha tentativa de suicídio já não me vejo dependente de medicamentos, pessoas ou situações, eu me vejo dependente de Deus e da misericórdia dEle. Os dias difíceis ainda vem, mas o fardo com o Senhor é leve e o julgo suave. Meu nome é Débora Aguiar, tenho 24 anos, sou advogada, Shalom, filha e amada de Deus.
Shalom Quixadá realiza “Vida para quê?”
Estamos no mês de oração pela campanha Setembro Amarelo que busca conscientizar sobre a importância da vida e motivar a prevenção ao suicídio. Trata-se do projeto “Vida para quê?”. Segue abaixo nossa programação:
25/09- Missa da Misericórdia no Centro de Evangelização Shalom Quixadá (R. José Enéas Monteiro Lessa, 235-321 – Planalto Universitário, Quixadá).
26/09- Diálogo sobre o Sentido da Vida no CDL Quixadá (R. José Jucá, 551 – Centro, Quixadá)
29/09- Vigília de Evangelização pelas redes sociais (acompanhe por nossas redes sociais @shalomquixada)
“Vale a pena viver. Vale a Pena continuar a viver. Há sempre um para quê.” (Viktor Frankl)

Os meus olhos se encheram de alegria e louvor ao ler tão belo testemunho Debs! Lembro exatamente de você aos pés da Virgem, ela de fato muito te ama e muito ainda fará! Muito obrigada por dar sentido a minha oferta.
Rezando por você!
Que Nossa Senhora Imaculada Rainha do sertão te cumule com todos as bençãos necessárias.
Shalom.
Obrigada, Gessica! Você faz parte desse história, minha irmã. Shalom!