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Artigos da emmir: “Como pinto no lixo”

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Estive em todos os dias do Halleluya em Fortaleza.Foi fantástico! Os cantores, excelentes. As bandas “feríssimas”. O telão,impecável, o layout hiper criativo, o tema atraente. O som, da melhorqualidade. O local, um céu! Pois é, estive no Halleluya praticamente o tempotodo. Porém, só assisti a dois shows! E, no entanto, este foi o melhor de todosos outros nove Halleluyas! Isso sem falar no saldo que me coube: uma faringitealérgica que me impede de falar direito – o cântico em línguas simplesmente nãosai! – até hoje, sete dias depois. No entanto, mesmo semi-falante (porque,semi-muda, no meu caso, é meio difícil), estou morta de feliz!

Você pode até estar pensando: mas Halleluya semshow, não é Halleluya. Pois é, também acho. A grande atração do Halleluya,afinal, são os shows, não é verdade?

Não! Não é verdade! A grande atração do Halleluya éa prática da pesca e este foi o melhor dos Halleluyas de minha vida porque foiaquele em que mais evangelizei. Por isso não vi os shows. Estava evangelizando,pessoalmente, pescando com anzol enquanto, no palco e nos telões se fazia apesca com rede. Eu e muitos outros bem-aventurados irmãos nos dedicamos a pegaraquele peixe que cisma em pular fora da rede e que se não for apanhado “à unha”volta para o marzão, quer dizer, mundão.

Peguei peixe de todo jeito. Peguei uma senhora meiodesorientada decidida a abandonar o marido e as filhas. Peguei um caçuá cheio de rapazes e moças com problemas nasexualidade. Peguei um rapaz que tinha acabado de tranzar com outro e tinha idobater lá, sem nem saber porque. Deste aí, eu fiz “special dellivery” para aconfissão. Furei a fila e coloquei na frente do padre. Outra “specialdellivery” para a confissão foi de uma pessoa de uma outra comunidade que tinhapassado o dia fazendo o que não convém a um consagrado. Mais um peixão. Maisuma entrega a domicílio, quer dizer, confessionaricílio.

Peguei um holandês evangélico que foi enganado porum mestre de capoeira brasileiro praticante de magia negra. Foi encontradochorando na frente de uma igreja católica, na Beira Mar. Disse que tinha ido àigreja para procurar irmãos que o ajudassem na dificuldade que passava. Umapessoa, de fato, o viu, e o levou para o Halleluya – detalhe: a pessoa nãofalava inglês e o rapaz não falava português. Para resumir, o evangélicoenvolvido com o bruxo acabou ajoelhado diante do Santíssimo depois de uma boaoração de libertação em inglês, admirado de saber que os católicos também oramem línguas. Claro que levou o endereço do portal, meu e-mail, o e-mail dopessoal da França e da Itália.

Interessante foi a inspiração do terço. Durante apregação do Moysés, enquanto aguardava e me preparava para a adoração, nasexta-feira – dia de 70.000 pessoas com peixe pulando para todo o lado – eu rezavao terço e Deus me falava que faria muitas libertações através de Nossa Senhora.Logo depois da pregação, começou a adoração e eu pedi uma Palavra. Caiu noCântico de Débora, o que, obviamente, confirmava a intercessão de NossaSenhora.

Como o vento virava as páginas da bíblia, tirei oterço do pulso e o coloquei sobre a mesma. Para meu espanto, assim que acomodeio terço com uma só mão, pois a outra segurava o microfone, e levemente, como sefaz ao colocar um terço sobre uma superfície, o terço – que tinha somente unsdez dias de uso- partiu-se assim que o soltei – não o estava mais segurandoquando ele se partiu – deixando escorrer praticamente todas as contas pelo chãodo palco.

Naturalmente, Nossa Senhora intercedeu de formaespecial durante esta adoração e, no final, confiando na generosidade característicado Elson pedi a alguém que se comunicasse com ele para ver se as Edições mearranjava 50 terços a preço de custo. A resposta não chegou a tempo, masanunciei, na fé em Deus e confiança de amizade no meu irmão, que estariadistribuindo 50 terços para pessoas que não o tivessem. Na minha cabeça, iasobrar terço. Que nada! Acabamos distribuindo mais de cem. Todo o estoque dasEdições no Halleluya. Graças a Deus o Elson os deu de graça, sem cobrar. Perdia conta de quantas pessoas ensinei arezar o terço, inclusive uma senhora evangélica, tocada pela adoração! Todosprometiam rezar o terço todos os dias.

No dia seguinte, 100.000 peixes dos mais variados.Era o dia ápice do Halleluya. Para não ir de mãos vazias, recolhi alguns terçosque a Aneline sempre me dá para distribuir, mas só me restavam dez. Disse entãoa Deus: são meus cinco pães e dois peixes. Se você quiser fazer algo através doterço, multiplique-os. Já começado o Halleluya, aparece a Ana Silvia Baquit,com cem terços já bentos. Foi a festa! A fila não terminava mais e o saco deterços ia ficando vazio. Eu e o Carmadélio íamos ensinando o povo a rezar e noscertificando de que somente os que não tinham terço recebessem os nossos. Deminha parte, olhava o saco e contava as pessoas na fila. A única oração era: “Multiplica,Senhor, multiplica!” Claro que ele multiplicou! O último terço foi dado para aúltima pessoa da fila!

No próximo ano, o Zezinho Baquit já se comprometeu em me ajudar. Vamoster pelo menos mil terços com um papelzinho ensinando a rezar. Já tenho aoração para o próximo ano: “Multiplica, Senhor, e transforma a água em vinho!”Você conhece anzol mais maravilhoso e eficaz que o terço?

Foi assim, meu melhor Halleluya. Os dois únicosshows que assisti foram fantásticos. Mas maravilhoso, mesmo,foi o showsilencioso do Espírito Santo agindo nos corações não somente através de mim,que mergulhei de cabeça no meio da multidão, feliz como pinto no lixo – abaixode Deus, tem coisa mais maravilhosa que gente à vontade para evangelizar? – ede dezenas de irmãos e irmãs da Comunidade que, como eu, pareciam formigas noaçúcar, porcos na lama, shalom em sua principal e mais feliz missão:evangelizar!

 


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