Formação

As Comunidades Novas na solicitude dos bispos

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Trechosda palestra proferida em novembro de 2006, durante o Congresso Mundial dasNovas Comunidades, em Cachoeira Paulista/SP.

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Cabe-me agora refletir com vocês sobre osrelacionamentos entre os bispos e as Comunidades, ou como as Comunidades sãoacolhidas e vistas na solicitude dos bispos, na missão que lhes é confiada.

 Na Segunda Carta de São Paulo aosCoríntios, no capítulo seis, Paulo escreve assim, e lembrem que ele é um bispo,sucessor dos apóstolos, que fala a Comunidades diferentes daquela de Corinto,mas que são chamadas à mesma vida em comum: “Exortamo-vos ainda a que nãorecebais a graça de Deus em vão. Pois ele diz: “No tempo favorável eu te ouvi.E no dia da salvação vim em teu auxílio. Eis agora o tempo favorável porexcelência. Eis agora o dia da salvação. Evitemos dar qualquer motivo deescândalo, a fim de que o nosso ministério não seja sujeito à censura. Ao contrário,em tudo recomendamo-nos como ministros de Deus: por grande perseverança nastribulações, nas necessidades, nas angústias, nos açoites, nas prisões, nasdesordens, nas fadigas, nas vigílias, nos jejuns, pela pureza, pela ciência,pela paciência, pela bondade, por um espírito santo, pelo amor sem fingimento,pela palavra da verdade, pelo poder de Deus, pelas armas ofensivas e defensivasda justiça, na glória e no desprezo, na boa e na má fama; tidos como impostorese, no entanto, dizendo a verdade; como desconhecidos e, no entanto sendo bemconhecidos; como agonizantes e, no entanto, bem vivos; como punidos e, nãoobstante, livres da morte; como tristes e, não obstante, sempre alegres; comoindigentes e, não obstante, enriquecendo a muitos; como nada tendo, embora tudopossuindo.

Ó Coríntios – nesse Coríntios, coloca o nome da suacomunidade – a nossa boca se abriu para vos falar; o nosso coração se dilatou.Não é estreito o lugar que ocupais em nós, mas é em vossos corações que estaisna estreiteza. Pagai-nos com igual retribuição; falo-vos como a filhos: dilataitambém os vossos corações!

 

Dilatar o coração

Dilatar o coração, saber recolher dos apóstolos e dossucessores deles, da vida de comunidades da Igreja, alegrias e tristezas, lutase tudo isso que ouvimos agora, tudo isso é matéria do nosso diálogo, da nossaconversa. Então, neste relacionamento que é doação recíproca de vida é que estáa resposta a respeito do diálogo entre bispos e Comunidades, porque é aresposta do Evangelho: “Nisto conhecerão que sois meus discípulos, se vosamardes uns aos outros”.

 As dificuldades muitas vezesacontecem como resultado de cada um querer defender a sua parte. Quandoqualquer um de nós, bispos ou padres, religiosos, religiosas, pessoas dedicadasa Deus nas Comunidades, ou quem quer que seja, quando qualquer um de nós bate opé e quer garantir o seu espaço, mas não se doa, não se entrega, aí nós nãocaminhamos. Deus quer que nós não percamos tempo com nossos apegos, mas saiamosde nós mesmos e demos espaço a essa potência do Evangelho. Deus, por si mesmo,pode tudo, nada lhe é impossível, no entanto, impressiona-me o fato que Elequis fazer depender a fé dos povos, apenas do amor recíproco entre nós: “Pai,que todos sejam um, para que o mundo creia” e se muita coisa não aconteceuainda de mudança no mundo é porque nos falta o testemunho da comunhão, dafraternidade, da unidade.

 Muitas vezes, as palavras de BentoXVI foram postas em relevo ajudando-nos a entender que estamos vivendo umagrande aventura juntos, na verdade, estamos buscando aquilo que somos. Já que oEspírito Santo nos revela pouco a pouco o lugar que cabe a Igreja e às NovasComunidades dentro deste grande contexto dos Movimentos Novos, cujo surgimentooferece novas luzes para a evangelização e novas possibilidades de entrega aoReino de Deus e à Igreja, de novo, é o Santo Padre, quando Cardeal, que nosoferece o ponto de partida para refletir sobre as Novas Comunidades e asolicitude pastoral dos bispos. Dizia ele, em 1999: “No contexto secularizado emque nos encontramos, os Movimentos e as Comunidades têm a possibilidadeespecífica de ajudar a reconhecer numa grande Igreja, que poderia aparecersomente como uma grande organização internacional, a casa, família, na qual seencontra a atmosfera própria do lar, família de Deus, permanecendo ao mesmotempo dentro dessa grande família universal dos santos de todos os tempos”.

Diante de um fenômeno tão inesperado, como osurgimento dos Movimentos e Novas Comunidades, em 1998, o Cardeal Ratzingerfalava das dificuldades que surgem entre Comunidades e Movimentos e as Igrejaslocais. Não faltaram pessoas que se sentiram incomodadas em seus debatesintelectuais, em seus modelos de Igreja totalmente diferente, quem sabeconstruídas em seus escritórios, segundo a própria imagem. Como poderia serdiferente? O Espírito Santo, onde Ele irrompe, sempre modifica os projetoshumanos, mas existiram e existem dificuldades sérias, da parte das Comunidades.De fato, os Movimentos e as Novas Comunidades, observava o Cardeal Ratzinger,mostravam e ainda mostram sinais de uma condição ainda infantil. Colheram aforça do Espírito, mas este Espírito age por meio de homens e mulheres e não oslivra, por encanto, de suas fraquezas. Houve e ainda existe tendência aoexclusivismo, a acentuações unilaterais com as conseqüentes dificuldades para ainserção nas dioceses. No seu zelo juvenil muitos tiravam a conclusão de que aIgreja deveria elevar-se ao seu modelo, ao seu nível e não vice-versa. Quandona verdade, a Igreja será sempre maior que a sua Comunidade, a Igreja serásempre maior do que o seu Movimento, a Igreja será sempre maior do que o seujeito de entender as coisas.

 Aconteceram choques dos quais foramresponsáveis ambas as partes, os Movimentos e as Comunidades de um lado e asorganizações e a estrutura da Igreja de outro. Fez-se necessário refletir comoas duas partes pudessem estabelecer um relacionamento justo. Por outro lado,continua o Cardeal Ratzinger, está em jogo um fenômeno que se apresenta de novoperiodicamente na vida da Igreja. Existe a forma permanente da vida eclesialque continua na história e existem aquelas irrupções sempre novas do EspíritoSanto, que tornam sempre viva e nova a estrutura da Igreja. Mas sempre foidifícil que esta renovação ocorresse sem choque, sem sofrimentos.

Muitas vezes, todos nós sofremos dores do parto paraque venha à tona a comunhão, como às vezes isso é difícil, mas é maravilhosolutar por isso. Nasce a exigência de uma reflexão séria que mostra aosMovimentos e as Comunidades o seu lugar específico na Igreja. Como a Igreja seorganiza? O Concílio Vaticano II explica e ensina. Em cada Igreja particular emtorno de um sucessor dos apóstolos, ali está não um pedacinho da Igreja, mas aIgreja. Foi assim que a Igreja se estruturou no decorrer da história. É essaestrutura que sustenta a vida da Igreja e é permanente através dos séculos.

No início da Igreja, os grandes textos dos primeirosséculos diziam: “A Eucaristia só se celebre presidida pelo bispo ou então, poralguém delegado por ele, significa, ordenado”. Nada se faça sem o bispo, é estaa referência que sustenta a nossa ligação com a Igreja de Jesus Cristo, é estareferência que nos dá a solidez da fé que professamos, mas este mesmo modelo éperpassado incessantemente desde os primeiros séculos, pela onda de movimentos,carismas e dons que revalorizam continuamente a missão universal, a missãoapostólica e a radicalidade do Evangelho, justamente por isso ajudam a garantira vitalidade e a verdade espiritual para as Igrejas locais.

Somos chamados a ser uma expressão do que a Igrejaprecisa ser, uma melodia bem executada, uma sinfonia, a sinfonia da vidaeclesial, onde todas as vozes, harmonicamente colocadas a serviço, vãoajudar-nos a viver essa reciprocidade do dom entre as duas dimensões: adimensão Petrina, o institucional, expressa no ministério do Papa e dos bisposque estão em comunhão com o Papa; e a outra, a dimensão Mariana carismática. Naera apostólica as duas dimensões tinham importância fundamental, nos primeirostempos nós aprendemos as lições para os nossos dias.

Quando os padres ou os bispos de um lado e osMovimentos e Comunidades do outro, dizem: Eu sou eu e o resto é resto, começama colocar em prática o negativo daquela palavra que diz: “Quando eu perco é queeu ganho”. Afinal de contas, a palavra do Evangelho não é essa: “Quem quiserganhar sua vida vai perdê-la, mas quem perdê-la vai ganhá-la?” É por isso quemuitas vezes nas nossas dioceses sofremos, porque batemos o pé e queremosganhar o jogo no grito e quem não se dispõe a perder, a dar a sua vida, nãogera frutos. Às vezes você tem razão, só que quando você deixa a caridade delado a razão que você tinha é jogada fora, e aí você estraga tudo e consertardá um grande trabalho. A norma do Evangelho é outra.

 Voltemos mais os nossos olhos paraas Comunidades a partir do relacionamento de Paulo com os Coríntios. Ele sentiaque o coração deles precisava se dilatar. Ouvimos a palavra autorizada do nossoPapa. Fomos provocados a contribuir para fazer essa grande sinfonia, como umpiano, uma peça tocada por várias mãos. É Santo Inácio de Antioquia quem dizisso: “O hino que deve ressoar na Igreja tem nome, é Jesus Cristo”. Trata-se,meus irmãos e minhas irmãs, de empreender um imenso trabalho, muito sério, paraque este hino, que é Jesus Cristo, possa ser cantado. Da nossa parte, dosbispos, e das respectivas Igrejas locais, nasce uma grande responsabilidade. Defato, o ministério episcopal tem como parte da sua missão a graça, o carisma dodiscernimento. Nós não somos proprietários da ação do Espírito Santo, mas,apesar dos nossos limites pessoais, cabe-nos a exigente tarefa dodiscernimento, que tem que ser fruto da docilidade ao Senhor cultivada naoração. E nesta docilidade nós podemos juntos, abertos àquilo que o EspíritoSanto diz, abertos ao que Ele suscita nas pessoas mais simples, jovens oupobres, adquirindo cada vez mais esta sensibilidade sobrenatural, discernir poronde precisam passar as estradas da evangelização.

 Se você é portador ou portadora deuma graça especial, de um carisma, ou foi, como dizia João Paulo II, tocado,envolvido por esta graça, ponha tal graça à disposição da Igreja, transformeesta graça em presente para a Igreja.

 

O que osbispos esperam

Deixem-me agora retomar de propósito algo que eudisse no I Encontro Latino Americano de Movimentos Eclesiais e NovasComunidades, em março de 2006, em Bogotá, na Colômbia. A pergunta era esta: Oque os bispos esperam das Novas Comunidades? O que eu posso identificar naexpectativa dos bispos?

Primeiro: Evangelizar. Acolham o desafio daevangelização. Parem de olhar para o espelho e olhem para o mundo, digam como oapóstolo São Paulo: “Anunciar o Evangelho não é uma glória para mim, é umaobrigação que se me impõe. Ai de mim se eu não evangelizar”.

Nenhuma realidade da Igreja, nenhuma Comunidade foisuscitada para si mesma. Um critério de eclesialidade é que as Comunidadessirvam à Igreja e sirvam ao Reino. Vocês são chamados a participar do zelo peloEvangelho, olhando para frente e olhando para o alto. Aceitem esse desafio daevangelização.

A segunda expectativa que eu, como bispo, apresentodiante de vocês e penso fazer parte da expectativa dos outros bispos também é:compromisso novo com aquilo que João Paulo II havia pedido para aevangelização, novidade nos métodos, na expressão, no entusiasmo. Se asComunidades são novas, haverão de exercitar a criatividade deixando-se conduzirna oração, no discernimento, colocando-se à disposição da Igreja no queentenderam do novo de Deus para o nosso tempo.

Não esperamos de vocês repetição ou cópia de outrasformas de dedicação a Deus. Tenham a coragem de ousar. Preocupa-me a tendênciade imitação da vida religiosa ou de seus hábitos e a clericalização ou oclericalismo que muitas vezes entra no coração dos membros das Comunidades.Tenho todo o respeito às pessoas, Comunidades ou grupos que optaram por usarvestimentas que caracterizam aquilo que sentem no coração, mas, deixem-medizer-lhes com muita sinceridade, a novidade das Comunidades é justamente andarcomo todo mundo e ao mesmo tempo ser radicalmente diferente no testemunho.

Eu tenho uma veneração imensa pela vida religiosa,mas fico preocupado quando as nossas Novas Comunidades, que podem serportadoras do novo, inclusive faltam na criatividade de encontrar estradasnovas também para a sua formação, também para se expressar diante do mundo e daIgreja. A matriz das Novas Comunidades é a teologia do laicato desenvolvida apartir do Concílio Vaticano II. Os membros das Comunidades precisam tomarconsciência disso.

 

Alegria

Os Movimentos Eclesiais e as Novas Comunidadesrepresentam um dos frutos mais significativos daquela primavera da Igrejaanunciada pelo Vaticano II. Se pelos frutos se conhece a árvore, já é possívelverificar pela história de muitas dessas novas realidades o que floresceu nocampo da Igreja. Aqui eu poderia falar de obras sociais, de evangelização, demissão, de paróquias, não sei quantas coisas. Mas talvez eu queira dizer um dosfrutos que não é fruto de organização, de apostolado. Um dos rebentos, um dosfrutos mais significativos é a alegria. Ouso dizer que as Comunidades têm comotarefa a alegria, que é um dos frutos do Espírito Santo. Eu desejaria que vocêsse revestissem dessa alegria. Se dependesse de mim eu colocaria uma proibição emtodas as Comunidades: É proibido ficar triste, é proibido ficar de carafechada, é proibido curtir fossa. É proibido ficar vestido de homem velho. HáComunidades de gente fechada que fica curtindo suas carências a todo momento eficam querendo que alguém diga: “Coitadinho”. Cresçam! Cresçam para seremhomens novos, homens e mulheres renovados no Espírito. E o sinal para mim éeste culto da alegria.

Outra expectativa dos bispos, e vocês vão ver quequem a formulou foi outra vez o nosso Papa. Uma fé, sem “se” e sem “mas”. Não édifícil perceber que muitas das dificuldades encontradas pelas NovasComunidades vêm da falta de testemunho dos seus responsáveis ou dos seusmembros, e muitas vezes isso conduz a uma perigosa generalização. Em muitoslugares as Comunidades são julgadas ou até condenadas porque algum responsávelou membro deu testemunho negativo, o que pode acontecer. O que é que asociedade faz? Quando um sacerdote comete um erro grave não se diz Pe.“fulano”, mas se diz, “os padres”. E acontece isso com vocês também. No meio deum mar de fidelidade, uma figura que dá um contra testemunho às vezes estragatudo. Por isso é que não se brinca de viver em Comunidade, e não se vai parauma Comunidade por vaidade pessoal.

Um bispo com muita tristeza me contou algo. Umapessoa que participava de uma Comunidade foi procurar o bispo e disse-lhe: “Euquero fundar a minha Comunidade”. E o bispo lhe perguntou: “Mas você já fazparte de uma Comunidade?”. Ele então respondeu: “Sr. Bispo, se eu posso sergeneral porque vou ser soldado raso?”

Coisas desse tipo não subsistem porque não têm a açãodo Espírito Santo. Não podemos deixar as coisas caminharem neste sentido. Porisso, muitas vezes nas Comunidades de vocês, se tem alguém que se tornadissidente, inventa de criar uma coisa para si mesmo, é fruto de divisão, nãose sustenta.

Cuidem bem da seleção das pessoas. Não abriguem nasComunidades fanatismos, exageros, devocionismos que não agüentam a primeiraprovação. Estejam atentos a esta dimensão da formação humana para que nãoaconteça de pessoas irem atrás de vocês procurando abrigo para problemas. Essaspessoas têm que ser ajudadas? Sim. Mas elas vão ser envolvidas por umaatividade apostólica e não tanto como membros. O desafio é grande.

Uma fé sem “se” e sem “mas”. João Paulo II na NovoMillennio Ineunte, num texto que todos conhecem, diz: É hora de propor atodos esta medida alta da vida cristã ordinária que é a santidade.

 

Sejam ocarisma

Quinta expectativa dos bispos: O elemento carismáticoque oferece novas iniciativas, novas inspirações, nova animação. Vou dizer oque eu penso com poucas palavras. O melhor que vocês tem é o próprio carisma.Carisma não é dado para vaidade própria, carisma é dom que está em nós para oserviço dos outros. Os bispos não esperam de vocês mão de obra qualificada oudesqualificada. Se vocês forem o carisma que receberam, vocês encontraram seuespaço na Igreja e no seu campo de apostolado. Mas sejam o carisma que Deuslhes concedeu, sejam o carisma.

Com muita freqüência, depois de reclamar da estruturada Igreja, Comunidades se organizam com um sistema pesadíssimo de governo eesse peso excessivo das autoridades ou da organização faz com que a pereneforça do Espírito não se manifeste. Vocês têm que manter essa chama acesa, deuma vida evangélica e um testemunho coerente e forte. Para tanto, é bom esperarum bom tempo antes de fazer estatutos, regras de vida, constituições, mildetalhes.

Vivam o Evangelho! As aprovações, os documentos,chegam no tempo certo, mas não queiram que os bispos de vocês abençoem boasintenções. Eles abençoam vida, só boas intenções não dá. Mais uma expectativa,conservem a comunhão com o Papa e com os bispos. Sejam fiéis ao Senhorsubmetendo-vos ao bispo em sua diocese de origem. Os bispos esperam das Novas Comunidadesum caminho de amadurecimento, na superação de exclusivismos, numestabelecimento de um fecundo caminho de diálogo.

Para terminar eu tomo os quatro pontos que estavam namensagem da Santa Sé. Ali foram tomadas quatro propostas que vieram desse EncontroLatino Americano de Movimentos e Novas Comunidades, e eu as transmito a vocês,o que as Comunidades precisam desenvolver.

A Igreja pede uma vigorosa formação cristã. Entendamaqui todo o leque da formação. Uma poderosa proclamação diante do mundo daBoa-Nova de Jesus Cristo, ousadia, parresia, força para o anúncio do Evangelho.Vivam um apelo missionário consistente. Preocupação com os mais pobres, com osque sofrem, com os excluídos.

E termino com São Paulo, na Primeira Carta aosTessalonicenses, capítulo três, quando ele retoma o mesmo assunto das provaçõesque ele passou: “Por isso, não podendo mais suportar, resolvemos ficar sozinhosem Atenas, e enviamos a Timóteo, nosso irmão e ministro de Deus na pregação doevangelho de Cristo, com o fim de vos fortificar e exortar na fé, para queninguém desfalecesse nestas tribulações”. E eu tomo posse dessa palavra e digoa todos vocês: Ninguém se amedronte! Continuando, o apóstolo São Paulo: “Poisbem sabeis que para isso é que fomos destinados. Quando estávamos convosco jádizíamos que haveríamos de passar tribulações; foi o que aconteceu, comosabeis. Por isso, não podendo mais suportar, mandei colher informações arespeito de vossa fé”. Foi para isso que fizemos essa conferência, parafortalecer a todos. Porquê? Dizia São Paulo: “Receava que o Tentador vostivesse seduzido inutilizando o nosso trabalho.”

A Igreja quer cuidar, quer sustentar, quer alimentar,quer fortalecer esta graça das Novas Comunidades. Ainda São Paulo: “Agora,Timóteo acaba de voltar da visita que vos fez, trazendo excelentes notícias davossa fé e caridade”. Eu digo o mesmo, algumas vezes eu não estou aqui masrecebo notícias excelentes da vossa fé e caridade. São Paulo, “ele nos falouque guardais sempre afetuosa lembrança nossa e que desejais ver-nos, assim comotambém a vós. Meus irmãos, a vossa fé nos consolou, em meio a muita angústia etribulação. Agora estamos reanimados, porque estais firmes no Senhor.”

A firmeza de vocês é consolação, é força e é vidapara nós, bispos. Significa que a força do Evangelho ninguém pode segurá-la.“Como poderíamos agradecer a Deus por vós, pela alegria que nos destes diantede nosso Deus? Noite e dia rogamos com instância poder rever-vos, a fim decompletarmos o que ainda falta à vossa fé. E termina São Paulo com uma fórmulaque é uma bênção: “Que o Senhor vos faça crescer e avantajar na caridade mútua,a caridade para com todos os homens como é o nosso amor para convosco. Que Eleconfirme os vossos corações numa santidade irrepreensível diante do nosso Paipor ocasião da vinda do seu Filho, na força do Espírito Santo. Amém”


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