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As primeiras aventuras dos peregrinos SH no Panamá

Nesta jornada de poucas horas, o grupo que tinha começado com 13 pessoas agora conta com 19, sendo que um deles é indiano.

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Jovens partiram de Caucaia, no Ceará, rumo ao Panamá para participar da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Antes de pisar em terras panamenhas, eles fizeram uma parada em Bogotá, na Colômbia, onde sentiram o primeiro impacto da viagem: o choque térmico. Jéssica Lima, discípula da Comunidade de Aliança, partilha as primeiras aventuras que o grupo viveu no Panamá.

Foi em meio a uma falta de energia que a peregrina e os amigos chegaram à Cidade do Panamá. Outro contratempo foi a dificuldade na comunicação, não tinham acesso a Internet e nem os seus celulares estavam funcionando. Contudo, mesmo em meio à tensão da chegada, o grupo ficou encantado com o acolhimento da população. “É como se a cidade estivesse precisando disso, estivesse precisando dessa experiência. As pessoas que encontramos falam bastante que estão muito felizes”, comenta Jéssica. 

Depois de terem conseguido Internet e da luz ter voltada, eles foram para um hostel, pois o alojamento deles só seria liberado a partir do dia 22. Jéssica destaca que o lugar que encontraram para ficar é muito bom, tem, inclusive, ar condicionado. Além disso, há Igreja próxima. Ficaram surpresos ao descobrirem o nome da paróquia: Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Ela conta que desde a preparação para a viagem a Virgem Maria tem sido uma presente e feliz companhia. Eles participaram da Santa Missa e ainda teve alguns do grupo que conseguiram se confessar.

“Brasileiros! Brasil! Venham cá!”

Ao saírem da Igreja, o grupo foi avistado por um senhor que não parava de gritar: “Brasileiros! Brasil! Venham cá!”. Eles, então, foram até o homem que estava na calçada de sua casa com a família. O senhor ofereceu churrasco e outros petiscos para os jovens, acolhendo cada um com muita alegria. Segundo Jéssica, ele contou que havia ido de manhã ao Santíssimo pedir pela família dele, mas ao encontrá-los naquele momento ficou muito animado porque via o grupo como grande presente de Deus.

“Tem sido experiências muito fortes, nós que viemos para cá para dar como missionários, e Deus tem nos dado muito mais”, confessa Jéssica com a voz embargada. Outro momento marcante foi o encontro com um jovem panamenho que não lembrava mais como rezava o Pai Nosso. Jéssica conta que o menino não parava de olhar para o terço dela. Então, o grupo presentou ele com um terço e ainda rezaram juntos.

Oração comunitária diante de Jesus

No dia seguinte, eles voltaram para a Igreja e fizeram uma oração comunitária diante de Jesus Eucarístico. Na oração, Deus falou de Sua Misericórdia, renovou a fé, a coragem e o sentido deles estarem no Panamá. Nessa jornada de poucas horas, o grupo que tinha começado com 13 pessoas agora conta com 19, sendo que um deles é indiano. Jéssica ressalta que é muito belo o cuidado que cada um tem com o outro.


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