“Irmãos, eu vejo como uma grande sabedoria para nós esse fazer memória, diante dos nossos desafios, diante das nossas dificuldades hoje. Olhar para trás, olhar para história da Comunidade, olhar para a minha história dentro dessa história e contemplar onde Deus me chamou, me atraiu. Aquilo que eu já vivi na Comunidade, os desafios, as graças, as lutas, de onde Deus me tirou, como diz o nosso Escrito Amor Esponsal. Aonde eu estaria hoje, se não fosse a Comunidade, se não fosse a Vocação? Então, esta semana, vamos mergulhar nessa memória e celebrar com gratidão. Gratidão que é a linguagem das almas esposas”, foi com essas palavras inflamadas que a Responsável Local (RL) pela Missão Recife, Meliana Patrício, abriu a Assembleia Comunitária comemorativa pela Semana da Vocação.
Em sua pregação, além de destacar e animar os irmãos a viverem uma semana de mergulho mais profundo na vocação, reconhecendo os feitos de Deus na sua história e na da Comunidade, lembrou que era preciso se fincar no Carisma. “Nesse caminho de louvor, de gratidão, olhando para o carisma, olhando para aminha vida no carisma, só deve existir um desejo em nosso coração: nos firmar no carisma que Deus nos deu! Nos firmar mais ainda no carisma Shalom!”, encorajou Meliana.
Depois de ler parte da “Carta à Comunidade”, dos Escritos Shalom, a RL continuou falando da identidade Shalom: “Onde eu quero chegar? É importante fazer memória. Ser Shalom é minha identidade mais profunda. Então, Deus nos chama a bem vivermos a vocação. Nos firmar no carisma Shalom é nos firmar na nossa identidade mais profunda.” Meliana Patrício, continuou a reflexão se debruçando na questão do estado de vida. “Algo que anda me inquietando hoje na Missão é a dimensão dos estados de vida. Nós precisamos entender que o estado de vida não é algo secundário, não é algo acidental. Estado de vida é algo essencial”, observou.
“Discernir ou não meu estado de vida não é uma questão de opção. Preciso entender que eu preciso discernir meu estado de vida e, uma vez discernido, eu preciso viver bem. Ele é meu estado de caridade, meu estado de perfeição, meu estado de serviço. Não estou dizendo aqui para nós nos desesperarmos: ‘Ah, é matrimônio!’ ou forçar a pessoa a querer caminhar e casar em um mês. Não é isso” Mas é levar a sério minha vocação nesse sentido do estado de vida. Então, é algo que a gente precisa rezar. Não protelemos nosso estado de vida! Porque as áreas em que nós mais somos tentados é nessas questões mais essenciais”, finalizou.
Em seguida, Meliana rezou com todos uma Ave Maria entregando a Nossa Senhora todas as palavras refletidas e retomou a pregação lendo outra parte “Carta à Comunidade”, dos Escritos Shalom, dessa vez, exortando os presentes a aparar as arestas que possivelmente existam na vivência do carisma. “Nesse tempo de gratidão, de fazer memória, quais são os meus conflitos com o carisma? Se Deus me criou para este carisma, deve existir conflito? Vamos aprofundar: o xis da questão está no carisma, o dom de Deus, ou está em mim? O Que vocês acham? Tenhamos esta atenção. O meu eu em nada deve entrar em conflito com o carisma! Pelo contrário, precisamos nos conformar ao carisma. Se anos e anos as coisas não conseguem se ajustar, então, talvez esse não seja o seu lugar. Porque Deus não seria incoerente. Em nos dá um dom e essa pessoa viver sempre em conflito com esse dom”, chamou a atenção.
“Nesse tempo de gratidão, de fazer memória, perguntemos a Deus: ‘Senhor, onde eu devo crescer na vocação? Aonde eu preciso ser mais Shalom?’ Para ser, gente, cada vez mais feliz. Porque Deus nos deu uma vocação, nos consagrou para nos fazer felizes.”, concluiu. Ainda sobre o ser Shalom, Meliana lembrou que a frase “ser Shalom é ser feliz” precisa ser encarnada no dia a dia, fazendo analogia ainda a encíclica “Evangelii Gaudium”, do Papa Francisco. Exemplificou com o testemunho alegre, fiel e fecundo da Talita Barros, irmã da Comunidade de Vida (Fortaleza), em junho deste ano.
Por fim, falou da sobriedade como fruto da primazia de Deus. “Nossa alegria precisa ser verdadeira. Nossa realização precisa ser verdadeira. O mundo está cheio de faz de conta. Não é assim? Então, gente, é essa sobriedade que me leva a viver a verdade. E o que nos dá isso? A primazia de Deus. Nossa vida é sóbria, reflete Deus?”, indagou. “Em tudo, na nossa vida, tem que ter como fim último Deus. (…) Nós somos homens e mulheres consagrados a Deus e não ao mundo! É, como diz Jesus, estar no mundo sem ser dele. É não deixar que o mundo nos diga o que devemos ser ou ter”, reiterou. “Vamos, nessa semana, aprofundar a nossa vida e nos firmar no Carisma! Esse é o tempo de amadurecer como homens e mulheres, na nossa vocação!”, bradou. No encerramento o Pe. Claúdio Amorim, de João Pessoa, deu uma bênção.

Que Deus te abençoe sempre.
Sou muito feliz, por ter participado da sua caminhada, e saber que seu mergulho profundo na vocação te mostrou a gratidão, carisma.. O teu discernimento, a tua escolha foi fundamental para caminhada com Deus. Que você seja sempre uma mulher de Deus. Sempre te coloco em minhas orações, e sei que você sempre intercede por todos. Um abraço do seu amigo.
“Estado de vida é algo essencial”