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Astronomia: eram os deuses astronautas?

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Um livro lançado pelo suíço Erich von Däniken, no final dos anos 60, levantava essa questão. Na obra, o autor teoriza que grandes obras arquitetônicas como as pirâmides incas e egípcias, ou os moais das Ilhas de Páscoa, teriam ligações com seres extraplanetários, falava também de um possível cruzamento entre  espécies “extraterrestres” e espécies primatas teria gerado os seres humanos, e que muitos povos tratariam esses primeiros seres como deuses, por isso o título do livro. Bom… cada um acredita na viagem que quer, né rs.

A noção de que existem outros seres inteligentes, além de nós seres humanos, não é tão nova. A Igreja afirma: ‘A existência dos seres espirituais, não-corporais, a que a Sagrada Escritura habitualmente chama anjos é uma verdade de fé’¹,  e ainda diz: ‘são dotados de inteligência e vontade: são criaturas pessoais e imortais’. Então, partimos da premissa de que sozinho não estamos.

Mas uma coisa é não estar sozinho, outra coisa seria a existência de outras formas de vida corpóreas inteligentes. O professor Marie George da Universidade de St. John, em Nova York diz o seguinte: “A minha opinião é que a fé cristã não torna a existência – de extraterrestres inteligentes – impossível, mas a torna altamente improvável”, e diz ainda : “Deus é capaz de criar outras raças materiais inteligentes, mas na sua sabedoria pode muito bem ter-se limitado a um único, cuja carne foi assumida pelo Verbo eterno.”²

O  Papa Francisco, certa vez disse em tom descontraído em uma homilia: “Seria impensável… mas se, por exemplo, amanhã uma expedição de marcianos viesse até nós – sim, marcianos, seres verdes, com nariz e orelhas grandes, exatamente como as crianças desenham – e dissessem: ‘Eu quero ser batizado’. O que aconteceria?” E seguiu dizendo: “Quando o senhor mostra o caminho, quem somos nós para dizer: ‘Não, o senhor não é decente’. Não, nós não podemos fazer dessa maneira. Quem somos nós para fechar as portas? Assim como na Igreja antiga e, ainda hoje, deveríamos abrir a porta e receber o povo. Nunca fomos um ministério de portas fechadas. Nunca”.

Ontem, dia 02 de dezembro, no Brasil, celebrou-se o Dia Nacional da Astronomia, uma das ciências mais antigas do mundo, responsável pelo estudo dos corpos celestes (como estrelas, planetas, cometas, nebulosas, aglomerados de estrelas, galáxias) e fenômenos que se originam fora da atmosfera da Terra. O Coordenador do Observatório do Vaticano (órgão da Igreja responsável pelo estudo dos astros), Guy J. Consolmagno, SJ, disse: “As estrelas são gloriosas, e é um prazer estar envolvido em seu estudo. Sua glória proclama a glória do seu Criador!”

Chesterton disse uma vez: “Se evolução simplesmente significa que algo positivo chamado macaco transformou-se lentamente em algo positivo chamado homem, então ela é inofensiva para o mais ortodoxo; pois, um Deus pessoal poderia muito bem criar coisas de modo lento ou rápido, especialmente se, como no caso do Deus cristão, ele estivesse situado fora do tempo”. Se por um acaso, vida inteligente em outro planeta, significa que algo tão positivo quanto o homem foi criado em outro lugar do espaço, não temos nós o que temer. Não podemos afirmar se estamos sozinhos, ou se existem outros irmãos inteligentes espalhados pelo espaço. Mas uma coisas podemos afirmar, a criação reflete e proclama a glória e o esplendor de seu Criador.

Marcos Nunes

[1] Catecismo da Igreja Católica 328.

[2]http://aleteia.org/2013/08/19/e-t-my-brother-a-theology-of-space-aliens/#sthash.Q16oDwEU.dpuf

[3]http://www.vaticanobservatory.va/content/specolavaticana.html


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