O celibato pelo Reino dos Céus é uma entrega total de amor e fidelidade a Deus. Os celibatários encontram plenitude ao unir-se a Ele e tornam-se instrumentos de fecundidade espiritual. Essa vocação permite implantar o Reino de Deus na terra.
O celibato é uma forma profunda de relacionamento com Deus, dedicando-Lhe o coração. Ele possibilita dedicar a vida inteiramente a Deus, estar disponível para o Seu serviço e ser um instrumento de Seu amor no mundo.
O Beato Carlo Acutis nos lembrou que muitos nascem como originais, mas morrem como fotocópias. Essa frase reflete a autenticidade proporcionada pelo celibato, desafiando-nos a sermos verdadeiramente nós mesmos e a vivermos de acordo com o propósito divino.
A felicidade no celibato não é utopia. A verdadeira alegria está em descobrir a própria identidade nesse chamado, juntando as peças de si mesmo e encontrando plenitude na entrega total a Deus.
Ao refletir sobre a esponsalidade na vida do celibatário, recordo as palavras inspiradoras dos votos matrimoniais: “Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, amando-te, respeitando-te e sendo-te fiel em todos os dias de minha vida.” No entanto, a essência do celibato é expressa na frase: “até que a morte nos una mais”. Essa afirmação sintetiza a dedicação profunda que os celibatários oferecem a Deus em sua vocação.
Embora estejamos na terra, a união com Deus transcende tempo e espaço. O celibato nos convida a viver em antecipação do céu, experimentando uma comunhão profunda que será realizada plenamente na eternidade.
Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, desejo amar, respeitar e ser fiel a Deus em todos os dias de minha vida. Cada desafio é uma oportunidade de crescimento e confiança na fidelidade de Deus.
A morte física não é o fim, mas a consumação desse amor e fidelidade. Na comunhão eterna com o Divino, experimentaremos uma união indescritível com Deus, para sempre.
Em suma, o celibato é uma experiência pessoal de entrega e amor a Deus. Unido a Ele, é possível implantar o Seu Reino na terra. Vivendo em uma dimensão escatológica, sabemos que nossa união com Deus transcende tempo e espaço. Na certeza de que, no “até que a morte nos una mais”, encontraremos a plenitude dessa união na eternidade.
Christiann Oliveira,
Comunidade de Aliança Shalom
Celibatário pelo Reino dos Céus


