Sentida, mas não decifrada.
Espaço de dor tão fecundo,
Que vida não deixa de ter.
Confortável mistério se faz.
Abstrata porém tão concreta,
Que na posse já não se retém.
Asas cria na aurora do dia,
Que a presença desponta e anuncia.
Traços leves de graça,
São deixados no ocupar da presença almejada.
No presente, não mais temida.
Mas agora és substituída
Pelo brilho da luz que a posse oferece.
Fabiana Coelho
