Dois milagres atribuídos à intercessão da beata Maria Rivier, fundadora da Congregação das Irmãs da Apresentação de Maria, e da venerável Maria Carola Cecchin, religiosa da Congregação de são José Benedito Cottolengo do século XIX, foram reconhecidos ontem pelo papa Francisco.
Depois de receber o prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, cardeal Marcello Semeraro, o papa Francisco aprovou os decretos referentes aos dois milagres.
Beata Maria Rivier
Anne Marie Rivier nasceu em 19 de dezembro de 1768 em Montpezat-sous-Bauzon, França. Quando tinha um ano e quatro meses, ela sofreu um acidente: caiu da cama e quebrou o quadril. A queda lhe causou sérios problemas de saúde e a fez sofrer um calvário na infância, a ponto de ter que rastejar com as mãos para se mover. No entanto, foi com essa experiência que ela descobriu a vocação religiosa, anos mais tarde.
Em 1774, aos seis anos, Maria Rivier conseguiu se levantar com a ajuda de muletas, mas sofreu outra queda que a impediu de se levantar novamente por mais dois anos. Então, em 1777, aos oito anos, com determinação e confiança em Deus a levaram a uma recuperação completa.

Depois de superar doença e de ter descoberto em meio ao sofrimento seu chamado à vida religiosa, Rivier pediu para ser admitida na Congregação das Irmãs de Nossa Senhora de Pradelles, mas foi recusada pelo estado de saúde.
Nada detinha o ardor apostólico de Maria Rivier. Animada por uma força interior, exclama: “Ou fazer conhecer Jesus Cristo ou morrer!” No total, a freira fundou 141 casas e recebeu mais de 350 irmãs para continuar a missão. Atualmente, estão presentes em 20 países dos quatro continente. O Papa Pio IX chamou-a de “mulher-apóstolo”. Foi beatificada em Roma por São João Paulo II, a 23 de maio de 1982.
Beata Maria Rivier morreu no dia 3 de fevereiro de 1838 em Bourg-Saint-Andéol, França, enquanto rezava a segunda parte da Ave-Maria: “… Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte”.
Milagre atribuído à beata Maria Rivier
O milagre atribuído à beata Maria Rivier é a intercessão na cura milagrosa de uma menina recém-nascida com hidropisia fetal não imune precoce, que ocorreu em 2015, nas Filipinas.
Venerável Maria Carola Cecchin e servos de Deus

Maria Carola Cecchin, cujo primeiro nome é Fiorina nasceu em 3 de abril de 1877 em Cittadella, Itália, e morreu em um navio durante uma viagem do Quênia para a Itália em 13 de novembro de 1925. Maria Carola será beatificada com a aprovação do milagre, a data da cerimônia será divulgada em breve.
Foi aprovado as virtudes heroicas dos seguintes servos de Deus:
Andrea Garrido Perales, sacerdote professo da Ordem da Bem-aventurada Virgem das Mercês; nascido em 29 de novembro de 1663 em Vallada, Espanha, e morto em 23 de fevereiro de 1728 em Xátiva, Espanha;
Carlo Maria da Abbiategrasso, cujo primeiro nome era Gaetano Antonio Vigevano, sacerdote professo da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos; nascido em 30 de agosto de 1825 em Abbiategrasso, Itália, e morto em 21 de fevereiro de 1859 em Casalpusterlengo, Itália;
Bernardo Sartori, sacerdote professo dos Missionários Combonianos do Coração de Jesus, nasceu em 20 de maio de 1897 em Falzé di Trevignano, Itália, e morreu em 3 de abril de 1983 em Ombaci, Uganda;
Maria Margherita do Coração de Jesus Agonizante no Jardim das Oliveiras, cujo nome de batismo foi Ludovica Banás, religiosa professa da Congregação das Irmãs da Sagrada Família de Nazaré; nascida em 10 de abril de 1896 em Klecza Dolna, Polônia, e morta em 26 de abril de 1966 em Nowogródek, hoje Bielorrússia.
Com a aprovação das virtudes heroicas supõe que os servos de Deus, que a partir de agora possam ser chamados de veneráveis, pois viveram em grau heroico as virtudes teologais, que ligam diretamente a Deus, da fé, esperança e caridade.