Querido Jesus,
Rezando neste tempo e sentindo o peso no coração por desejar ajudar, socorrer e alimentar os pobres, aqueles que estão nas ruas, nas coxias, procurando o que comer e onde dormir, Sofri. Me vi presa e impotente. Continuei rezando e pedindo a Deus uma sabedoria de o que fazer e como agir.
Neste momento, Deus me deu a passagem das bem-aventuranças. Vendo a multidão, subiu o monte. Sentou-se e os discípulos se aproximaram. Abriu a boca e os instruiu nestes termos: Felizes os pobres de coração, porque deles é o Reino dos Céus. Felizes os afligidos, felizes os perseguidos, felizes os que têm fome e sede de justiça, felizes os misericordiosos, felizes os simples de coração, felizes os que procuram a paz, felizes os perseguidos… FELIZES.
Entendi que Deus está ali com eles, sentado nas ruas, olhando e cuidando a cada um deles. Os pobres, exatamente por serem os prediletos do Senhor, nos falam pelos seus gestos de confiança, abandono e pobreza. Eles não tem nada. Não possuem álcool em gel para as mãos, máscara e nem água e sabão. Nem sequer possuem o que comer.
Precisei, então, parar e pensar neles para entender o que, mesmo sem poder fazer nada presencialmente, poderia oferecer. Pensei, eu posso elevá-los, exaltá-los a uma dignidade divina e contemplá-los: Neles Jesus está. Neles posso enxergar a face de Jesus! Bem-aventurados seremos nós ao, aproveitando este tempo de quarentena e solidão, lembrarmos daqueles que há muito tempo estão isolados, os mais pobres, os desabrigados, os transeuntes e refugiados. Deus nos inspire, Deus nos utilize!
Feliz e Santa Quaresma,
Feliz e Santa Quarentena!
Jacqueline Matias
Assessoria de Promoção Humana
