Acaso não saiba, caro leitor, vivemos em meio a uma grande e invisível batalha, que diz respeito à nossa alma e ao seu destino em relação à vida eterna. Felizmente, mas muito felizmente mesmo, não combatemos sozinhos. É algo grande demais para a nossa pouca capacidade bélica. E sabendo da nossa incapacidade, Deus combate conosco, derramando sobre nós o Seu Espírito e, com ele, a Sua graça infinita: “Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares” (Ef 6,12).
No entanto, o mais incrível de tudo isso, é que este grande combate acontece não em campos de batalha tradicionais, com soldados correndo para lá e para cá, trincheiras ou explosões dos grandes filmes épicos, mas ocorre mesmo em nosso ordinário que, por se tratar da vida cristã, acontece de modo extraordinário desde as menores ações que praticamos em nosso dia a dia até os grandes atos de amor a Deus, como o martírio.
Justamente, na maioria das vezes, a guerra se dá no que parece mais comezinho: quando nos vemos diante de uma escolha de levar ou não vantagem sobre os outros; quando estamos atrasados para um compromisso e nos deparamos com a possibilidade de parar ou não, diante de um necessitado que encontramos em nosso caminho; quando precisamos perdoar cristãmente a quem nos feriu, mesmo que a ofensa ainda esteja doendo; enfim, quando precisamos, na vida ordinária, escolher entre o que é um comportamento mundano, embora seja lícito às leis dos homens, e uma atitude cristã, guiada pela graça que o Espírito de Deus nos concede.
O grande “X” da vida cristã está, então, no exercício da santidade nas pequenas coisas, portanto, em responder ao que nos acontece a cada dia, a exemplo de Jesus. E para isso, Deus nos dá armas para auxiliar neste grande combate entre o “homem natural e o homem espiritual”. E um dos mais importantes (e pouco utilizados) é o auxílio dos nossos anjos da guarda, que nada tem a ver com a forma “esotérica” com a qual muitas pessoas pensam se relacionar com estes seres sobrenaturais.
Sendo assim, exatamente para nos recordar deste poderoso auxílio que o Senhor nos dá, por meio dos Seus anjos, bem como para esclarecer o modo como o nosso relacionamento com eles precisa ser vivido, é que trazemos a dica de leitura de hoje: Anjos nossos de cada dia, escrito por Maria Emmir O. Nogueira e publicado pelas Edições Shalom.
É importante ressaltar que o livro não é de cunho doutrinário, nem a autora deseja se aventurar pelas complicadas teorias que buscam explicar os anjos, sua natureza e outros aspectos concernentes às realidades invisíveis, mas trata-se de um grande relato das experiências vividas pela própria Emmir, no ordinário de sua vida, que certamente nos ajudará a cultivar a amizade com nosso Anjo da Guarda e, em consequência, usufruir com mais qualidade deste grande auxílio que o próprio Deus quis nos dar, diante dos combates espirituais que travamos no decorrer da nossa vida, pela santificação de nossa alma.
Por fim, eis a explicação simples e eficaz dos motivos que levaram a Emmir a escrever esta obra:
“Escrevo exatamente para mostrar que basta crer nos anjos e corresponder à sua amizade e eles cumprirão com maior facilidade sua missão para conosco, ainda que sejamos pessoas simples, “normais”, sem nada de extraordinário. (…) Escrevo por crer ser esta a vontade de Deus: que seus anjos sejam conhecidos e amados de todos e que sejam destruídas algumas ideias confusas e meio esotéricas sobre estes seres espirituais criados por Deus para nos auxiliar e nos servir em nossa caminhada para a santidade.”
Ficha de leitura
Autor(a): Maria Emmir Oquendo Nogueira
Idioma: Português
Edição: 3ª
Número de Páginas: 160
Editora: Edições Shalom
Boa leitura!

