No início do mês de fevereiro, o cardeal Raniero Cantalamessa, pregador oficial da Casa Pontifícia, divulgou o tema de suas pregações para a Quaresma de 2021: “E vós, quem dizeis que eu sou?”, baseadas na pergunta de Jesus em Mt 16,15.
Por isso, inspirado na escolha do tema das pregações quaresmais para este ano, o Bendita Leitura de hoje indicará o livro “Vós, quem dizeis que eu sou?”, baseado nas palestras proferidas por Moysés Azevedo em Foggia, na Itália, e publicado pelas Edições Shalom.
A obra começa com uma pequena história narrada por Moysés, sobre os ritos de funeral de uma rainha europeia, que levada em cortejo até um mosteiro por seus servos, só é admitida no local quando o servo a anuncia não com seus inúmeros títulos, mas como uma pobre pecadora necessitada de misericórdia de Deus. A esta, os monges conhecem e convidam para entrar e repousar eternamente na casa do Senhor.
Com isso, o autor ressalta que o que nos salva não são os nossos méritos, mas a misericórdia divina, que é alcançada somente por aqueles que se fazem pequenos diante de Deus. É nesse espírito de minoridade que o autor também convida a meditar sobre a pergunta contida no título do livro: para cada um de nós, quem é Jesus?
A partir de então, Moysés começa a falar a respeito da figura de Cristo enquanto Sacerdote, Profeta e Rei e como tais munus nos são comunicados, por meio do nosso batismo, fazendo com que a vida divina se manifeste em cada um de nós.
Em cada capítulo, podemos colher ensinamentos simples e profundos a respeito de temas como o serviço, a oferta, o sacrifício, o anúncio da Palavra e uma definição importante a respeito da santidade como sinônimo de felicidade e também como “uma decisão incondicional, cotidiana, para a nossa vida toda” (p. 68).
Por fim, resta dizer que a leitura valeria a pena já pela pequena história sobre o funeral da rainha contada nas primeiras páginas, quanto mais pelos outros capítulos, através dos quais podemos crescer não apenas no conhecimento acerca de Jesus Cristo, mas no desejo de configuração a Ele, que, sendo sincero, inevitavelmente culminará em uma verdadeira conversão à santidade.
Boa leitura!

