O autor nos apresenta trechos da vida de Francisco de um modo descontraído e utilizando um dos personagens, frei Pacífico, como o narrador da história. Ao fim de cada capítulo, frei Raniero ainda escreve comentários direcionados aos jovens, acerca de cada assunto que está sendo abordado naquele capítulo, como a alegria, a evangelização ou o abandono nas mãos de Deus.
O título do livro faz menção às experiências de São Francisco e frei Pacífico. Este, antes de sua conversão e do seguimento da vida religiosa, era um famoso trovador e tocador de cítara, talvez o melhor do seu tempo, considerado como “o rei dos versos”. Esses artistas também eram chamados como “bobos da corte”. Vale ressaltar que esses trovadores de “bobos”, não tinham nada, pois eram extremamente talentosos, inteligentes e possuíam uma capacidade incrível de adaptação e improviso, bem como uma alegria contagiante.
Quanto a São Francisco, que em sua juventude era conhecido como “o rei das festas”, costumava dizer que gostaria de ser chamado de um “trovador de Deus” ou seja, “um bobo de Deus”. Após sua conversão, o pobrezinho de Assis nunca perdeu a sua alegria e a sensibilidade de artista, por isso, expressava seu amor ao Senhor também por meio da poesia e da música como, por exemplo, no famoso Cântico das criaturas, composto no fim de sua vida.
Em suma, esta é uma história sobre buscas: buscar sentido, buscar alegria, buscar compreensão, buscar virtude, buscar o Evangelho e, sobretudo, buscar a Deus. Mas também é uma narrativa sobre encontros, de modo particular, o encontro de frei Pacífico com o pai Francisco e, por ele, o belo e sincero encontro com Deus, que nos faz desejar tocar todas as notas da melodia da nossa vida para louvar e bendizer o Senhor.
Por fim, segue um trecho da apresentação do livro, feito por um importantíssimo homônimo do pobrezinho de Assis, o Papa Francisco: “Quem procura acha, se procura com todo o coração, se para ele o Senhor se torna vital como a água para o deserto, como a terra para uma semente, como o sol para uma flor. E isto, se pensar bem, é muito bonito e respeita sobremaneira a nossa liberdade: a fé não acontece de maneira automática, como um dom indiferente à tua participação, mas te pede um envolvimento em primeira pessoa e com todo o teu ser. É um dom que quer ser desejado. É, basicamente, o Amor que quer ser amado. Talvez você tenha procurado o Senhor e não O tenha encontrado, mas deixe que também eu, te faça uma pergunta: Quanto era forte o teu desejo de encontrá-Lo? Procure-O com todo o impulso do teu coração, ore, peça, invoque, grite, e Ele, como prometeu, se fará encontrar.”
Ficha de leitura:
Autor: Cardeal Raniero Cantalamessa
Tradução: Fabiana Rodrigues
Editora: Edições Shalom
Edição: 1ª edição
Páginas: 176 páginas
Para encontrar o livro: https://bit.ly/2XodfC0
Boa leitura!

