Ah, a imaginação… santa Teresa dizia que a imaginação é a “louca da casa”, se for nordestino vai chamar de invencionice (“Dêxa dessa invencionice, mininu”!), outros chamam de criatividade, criação, invenção… se for além do que se entende como normalidade, vira devaneio, doidice, desatino, enfim, que coisa admirável é a nossa imaginação! Sem ela, a vida seria bem menos interessante e este texto seria um verdadeiro desserviço à humanidade.
Uma das inúmeras vantagens de ser um leitor assíduo é exatamente o exercício constante da imaginação e se você é, por acaso, uma pessoa considerada pouco imaginativa ou sem criatividade e, ainda por cima, sem o hábito da leitura, deveria imediatamente começar a imaginar qual livro poderia comprar ou pegar emprestado nas próximas 24 horas.
Mas se está difícil até imaginar um livro para ler (tá mal, hein?), não se preocupe, seus problemas acabaram! Vou te dar a dica de um livro supimpa (quanta criatividade no adjetivo! É o novo…) e que excede a todos os parâmetros de imaginação que eu pensava serem possíveis a uma criatura de Deus…
Já se você é como eu e precisa constantemente vigiar sua imaginação, porque esta já é solta até demais, não se preocupe, você pode ler este livro mesmo assim, pois mal não vai fazer.
Trata-se de “O Senhor dos Anéis”, de J.R.R. Tolkien, que veio a público pela primeira vez no abençoado dia 29 de julho de 1954.
Tolkien é o típico caso de um escritor que me faz pensar o quão larga a capacidade criativa humana pode ser e até me faz sinceramente pensar que é um limite que quase beira o infinito.
Não satisfeito em criar um mundo completamente novo e cheio de personagens fantásticos, inclusive, escrevendo outro livro para explicar esta criação, “O Silmarillion”, (cenas dos próximos capítulos…), ele criou idiomas, alfabetos, mapas geográficos, canções, enfim, realizou um trabalho hercúleo, dando vida a uma nova mitologia, em três décadas de trabalho.
Se esta fosse a única motivação para ler o Senhor dos Anéis já seria o suficiente, porém, há outros motivos para considerar a possibilidade de gastar muita pestana nas mais de 1.200 páginas dos três volumes da Trilogia: A Sociedade do Anel, As Duas Torres e o Retorno do Rei.
As aventuras de Frodo Baggins e seus companheiros de viagem são uma verdadeira saga que envolve coragem, renúncia e muita disposição para transportar e destruir o “Um Anel”, forjado séculos antes pelo terrível Sauron, com o desejo de controlar todos os povos da Terra Média, e que ficou oculto durante eras até cair nas mãos do indivíduo mais inusitado de todos: um Hobbit, que provará que até a menor das criaturas tem o seu papel e importância na história do mundo.
Some-se a isto o cunho cristão empregado pelo autor, inclusive, referindo-se várias vezes à Divina Providência, nos momentos mais difíceis da jornada de Frodo, como a um personagem “oculto”, mas fundamental para o bom desfecho da trama.
Enfim, enquanto escrevia este texto, minha imaginação já viajou umas quinhentas vezes à Terra Média, lá e de volta outra vez, e já me recordou mais uns cinquenta motivos, no mínimo, para lhe convencer a ler (ou reler) O Senhor dos Anéis, porém, esta é uma obra que fala por si só, sendo esta dica de leitura apenas um incentivo a mais e, é claro, uma oportunidade maravilhosa para exercitar a minha capacidade criativa, pela qual eu lhe agradeço, amigo leitor.
Ficha Técnica*
Boa leitura!
*Este livro pode ser encontrado na Biblioteca Ronaldo Pereira na Diaconia Shalom, em Aquiraz. Contato: biblioteca@comshalom.org ou (85) 33087419


Emgraçado que a saga do filme Harry Potte não mé recomendada na iniciação da caminhada de vida dos grupos de oração… Ao meu vê os dois filmes ficam na mesma linha e linguagem