Outro dia estava me deleitando com uma lista dos 50 ditados mais populares no Brasil e percebi que alguns deles poderiam ser de boa valia para quem quer aprender a gostar de ler:
#1: “A noite é boa conselheira”.
De fato, nada melhor do que o silêncio e o frescor da noite para tornar ainda mais agradável o hábito da leitura.
#2: “A palavra é prata, o silêncio é ouro”.
Quem aguenta ficar lendo perto de alguém que matraqueia sem parar? Buscar um lugar silencioso para ler ajuda sobremaneira a concentração e absorção do conteúdo.
#3: “Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”.
Nunca conseguiu terminar um livro na vida? Não desista, um dia você chega lá!
#4: “Cabeça vazia é oficina do diabo”.
Manter a mente ocupada com boas leituras livra-nos do mal, também!
#5: “De tostão em tostão, chega-se a um milhão”.
Comece lendo um pouquinho por dia, no fim das contas, terá lido mais livros do que esperava.
#6: “Dizes com quem andas e eu te direi quem és”.
Quer conhecer alguém? Converse com ele, ora! Mas os livros que lê, os amigos com quem anda e os erros que confessa também são bons indicativos.
#7: “O cesteiro que faz um cesto faz um cento”.
Se você já leu ao menos um livro na vida, nem que seja aqueles que te obrigavam a ler no colégio, você consegue ler qualquer um outro!
#8: “Que come a carne, rói os ossos”.
Pelo amor de Deus! Leu o livro até o fim e não vai ler o epílogo? Me poupe!
#9: “Gosto não se discute, se lamenta”.
Hehehe… este ditado vai para quem tem abuso de ler até as inofensivas tirinhas de jornal, quanto mais um livro inteiro…
#10: “Quem avisa amigo é”.
Vou logo avisando então, meu amigo, que a dica da semana é um livro muito bacana, daqueles que vale a pena ler ao menos uma vez na vida: o clássico “Volta ao mundo em 80 dias”, do francês Jules Verne ou Júlio Verne, se preferir.
Este é um nome que vai aparecer muitas vezes nesta coluna literária (também, o cara escreveu cerca de 100 livros!), é um dos escritores que mais teve suas obras traduzidas para outros idiomas no mundo inteiro, tornando-se até hoje referência e influência para centenas de escritores de diversos países.
O livro narra a história de Phileas Fogg, um típico cavalheiro inglês que leva uma vida milimetricamente organizada, com hora marcada para tudo e que, por uma ousada aposta em uma roda de amigos, terá que dar a volta ao mundo em exatamente 80 dias, levando consigo seu passaporte, para carimba-lo em todos os países pelos quais vai passar, como prova da meta a ser cumprida.
Passepartout é o mordomo francês recém-contratado que pensava em levar uma vida completamente sossegada e sem nenhum imprevisto ao lado de seu mais novo empregador, mas acaba sendo acordado no meio da noite para, como sugere seu sobrenome, “ir a todas as partes” não só de Londres, mas do mundo inteiro, em outras palavras, o coitado entrou, literalmente, de gaiato no navio.
A atitude de Phileas Fogg foi tão inesperada, que acabou gerando uma rede de apostas em meio à sociedade da época e ainda por cima despertou o faro investigativo do inspetor Fix, que insiste em segui-lo às escondidas em sua viagem, por acreditar que ele seria o misterioso ladrão que havia roubado 55 mil libras de um banco britânico naquela mesma semana.
O tom de aventura e comédia do livro é excelente e continua despertando muitos fãs desde 1873, data da sua primeira publicação.
Resumindo, para bom entendedor, meia palavra basta. Por este livro, eu ponho a mão no fogo.
E não se esqueça, se o hábito é quem faz o monge, neste caso, é quem fará o leitor.
Título: A Volta ao Mundo em 80 Dias
Autor: Júlio Verne
Tradução: Maria Alice Araripe de Sampaio Doria
Editora: Melhoramentos
Boa leitura!
* Este livro pode ser encontrado na Biblioteca Ronaldo Pereira na Diaconia Shalom, em Aquiraz. Contato: biblioteca@comshalom.org ou (85) 33087419


Muito bacana seu texto. Lendo todas as dicas, e entrando na lista dos livros para ler, que vc bem deve saber, cada dia se torna maior rs… Boas leituras 🙂