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Quando duas jovens de Brasília partem em missão

 

Quando duas jovens de Brasília partem em missão

O que leva uma pessoa a deixar tudo – família, amigos, estudo, trabalho – para dedicar um tempo da vida à evangelização e se ofertar para que outras pessoas experimentem o amor e a misericórdia de Deus? Somente quem escuta o chamado e sabe reconhecer a voz do Senhor, para atender a esta “loucura”. Sabendo que é o próprio Deus quem suscita no coração dos jovens o anseio de partir para evangelizar, a Comunidade Católica Shalom envia “jovens em missão”, por um determinado tempo, às casas da Comunidade de Vida espalhadas pelo Brasil e pelo mundo. Nelas eles têm uma experiência transformadora.

Neste domingo (14), a Missão de Brasília realizou uma Missa de Envio para Wanessa Portugal e Victoria Ribeiro, duas jovens da Obra Shalom que viverão um tempo na Escola de Evangelização de Teresina (PI). Durante a celebração, em mensagem direcionada às duas, o Frei Claudiano de Aragão as encorajou a perseverar, mesmo diante das dificuldades:

“Jesus disse ‘quer beber do cálice que eu vou beber?’ É porque quando assumimos uma forma de vida na Igreja, seja no matrimônio, na vida religiosa ou na vida consagrada, e seguimos a Jesus com determinação, você diz ‘que delícia estar na comunidade, que delícia estar em missão’ (…) aos poucos isso vai se perdendo porque seguir a Jesus é beber esse cálice. Nossa Senhora não está aos pés da cruz dizendo ‘que delícia ver meu filho morrer’, Jesus não está na cruz dizendo ‘que delícia ter esses cravos nas minhas mãos’. A esperança que não decepciona deve ser de Deus, venha o que vier, aconteça o que acontecer, caia o que cair, morra quem morrer, tenha saudade ou não de um parente, não importa, o importante é seguir o Senhor. E quando estiverem seguindo o Crucificado não se desesperem, o Crucificado ressuscitará. Esta é a obra que nós acreditamos: o nosso sim a Deus”.

Vida ofertada

Uma das jovens enviadas, Wanessa Portugal conta que o desejo de partir se deu quando fez uma experiência vocacional na Comunidade de Vida em Palmas (TO) e se encantou por uma vida em especial.

“Lá conheci uma jovem em missão de Recife, a Rayssa Siqueira, e me senti atraída pela vida que ela levava dentro da Comunidade de Vida, mas de uma forma diferente, sendo uma jovem que se decidia por este tempo de abandono naquilo que era vontade de Deus, que se abandonava na evangelização. E no Congresso de Jovens Shalom eu comecei a me sentir muito inquieta em relação a isso. Acho que ao ver todos aqueles jovens, me dava o desejo de me consumir e a partir dai eu busquei minha acompanhadora para que pudéssemos rezar com isso, para saber se era realmente vontade de Deus ou se era apenas uma inquietação minha. Nós fomos rezar e Deus ia deixando muito claro que era vontade d’Ele naquele tempo. E cada vez mais ia sendo suscitado dentro de mim o desejo de dar Deus aos homens. O papa Bento XVI diz que nós fomos criados para dar Deus ao homem e era realmente isso que ia sendo suscitado dentro de mim. Era algo que eu ia percebendo: a missão de Brasília não me saciava mais, diante do desejo de evangelizar um novo povo, cultura, estado e realidade”.

Tempo de Deus

Para Victoria Ribeiro, no entanto, o processo gerou um pouco mais de resistência nela, pois a jovem desejava viver a oferta de vida em meio à sua vida cotidiana – mas Deus a chamava a ir em missão, não como uma imposição. Com o tempo, foi gerando o desejo em seu coração.

“Eu lembrei muito do espetáculo Perfeição, quando ele (LIêmIn, o príncipe imortal) morre e vai deixando as roupas para salvá-la, e Deus ia me fazendo entender que Ele morreu por mim; Ele podia fazer outra coisa, mas nada seria tão eficaz quanto. Aí Ele entregou a vida: era isso que Ele queria que eu fizesse. E ia me fazendo entender que era como se eu tivesse dado meus frutos nessa terra e precisasse dar minha vida, morrer, me entregar para que eu alcançasse outras pessoas. Eu fui cedendo e rezando. Deus foi muito claro comigo: Ele me falava que era esse o tempo que eu precisava dar e eu tenho essa certeza de que não posso adiar a minha ida porque essa é a prioridade da minha vida”. 

                                                                                                                                         Victória Arruda 


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