Institucional

Só um religioso pode ser missionário?

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Mais um mês de outubro se inicia e, com ele, o mês das missões. Mas você pode estar se perguntando… Quem são esses tais missionários que partem em missão?

Engana-se quem pensa que a missionariedade só é característica dos religiosos e consagrados. Pelo contrário, a Igreja nos exorta sobre o nosso dever como cristãos de sermos anunciadores da Boa Nova de Cristo, ou seja, nos constitui missionários!

O Catecismo da Igreja Católica, no artigo 900, vai dizer que “como todos os fiéis, os leigos são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, eles têm a obrigação e gozam do direito, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente por meio deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo”.

Ou seja, nós, católicos, pessoas que tiveram uma experiência com a pessoa de Jesus, somos diretamente responsáveis por levar este amor àqueles que estão distantes ou que ainda não conhecem a Cristo, através da nossa ousada evangelização e testemunho de vida. Mas é verdade que há alguns a quem Deus chama a uma vocação específica, e impelidos à voz de Deus, literalmente deixam tudo para investir o que são e têm em vista desta grande missão.

Hoje, de forma especial, a Igreja acolhe em seu seio as mais diversas comunidades novas, que por meio dos fieis leigos consagrados, contribuem com a vasta tarefa de evangelização da Igreja. Como é o nosso caso, Comunidade Shalom, que temos o espírito missionário como constitutivo do nosso Carisma. Nossos estatutos pedem que “cada membro da Comunidade esteja pronto a ser enviado em missão e a estabelecer comunidades missionárias onde o Senhor nos enviar e o apelo da Igreja nos confirmar” (ECCSh 7).

Também não podemos esquecer que em outubro celebramos a memória de grandes santos como São Francisco de Assis, Santa Teresa D´Ávila, Santa Faustina e Santa Teresinha do Menino Jesus, esta última que, mesmo sem sair do Carmelo, é reconhecida pela Igreja como padroeira das missões. Cada um deles, como tantos outros e à sua própria maneira, souberam encarnar a missionariedade em suas vidas.

Que este possa também ser o nosso maior desejo, amar a Deus e, por isso, partir em missão, pois como diz São Paulo, “ai de mim se eu não evangelizar” (1Cor 9,16). Afinal, missionários somos eu e você!

Victoria Arruda


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