Shalom

Deus que escolheu o nome dos pequenos

‘Contemplo na verdade um grande mistério na vida das crianças’

 

O mês de outubro é marcado por muitas celebrações na igreja entre elas o dia tão esperado pelos pequenos o ‘Dia das Crianças’. Quando se pensa nelas vem logo a cabeça: as brincadeiras, os doces, os brinquedos e principalmente a simplicidade de coração. Mas, deixando de lado as travessuras dessa fase, quando os pais sabem que um bebê já está a caminho começam passar por um desafiante dilema: a escolha do nome. E todos já tem aquela perguntinha básica: ‘Como vai se chamar?’. O nome marca a nossa identidade e é a palavra que mais iremos ouvir durante toda vida.

O consagrado da comunidade de Aliança, Gabriel Vaz, é pai da Maria Luíza, 11, Larissa, 9, Ana Cecília, 4, João Antônio, 2 e Sofia que nasce em novembro. Ele conta que para cada filho foi uma intuição diferente. Para Gabriel, a escolha dos nomes de cada um, foi algo muito simples e com a ajuda da esposa escolheu os nomes. “A gente vai mais pela intuição, claro né, cogitamos alguns nomes, dialogamos e colocamos tudo diante de Deus”, disse.

Dentre os filhos do missionário a escolha do nome do único homem, foi bem interessante. O casal há um tempo já pediam a Deus a graça de terem um menino. O nome quando ele chegasse já estava escolhido, mas, depois de uma conversa com um sacerdote, o nome mudou. “O João foi uma briga, porque pedíamos a Deus um filho homem, e já estava escolhido, era João Pedro. Ao conversar com o padre, falei ‘poxa padre, estamos tentando um menino, só que não vem’ falei no tom de brincadeira”, lembrou.

Para o espanto do casal o padre pôs a mão sobre a barriga da esposa e fez uma oração. “Nós estávamos na cidade de Santo Antônio do Descoberto – Go, ele olhou para imagem milagrosa de Santo Antônio e pediu um menino. Ele falou ‘vai se chamar Antônio e eu vou batizar’ achei o Pe. Marcelo, muito engraçado no momento” disse. Para a surpresa do casal passou-se um tempo e realmente o milagre aconteceu. “De fato veio um menino. Colocamos o nome de João Antônio para assim agradar a família e também o padre”, afirmou.

Gabriel, observa a vida dos filhos e percebe uma predileção e cuidado por parte do Altíssimo na vida de cada um deles. “As meninas como a Maria Luíza que já está virando uma adolescente, a sensibilidade e o potencial religioso da Larissa, a disposição do João em ajudar em casa, mesmo sendo um bebezinho de dois anos, a Aninha que tudo que ela faz, o pequeno imita. Aquele jargão de que a mãe ama os filhos iguais, da mesma forma, percebo que com Deus, não é bem assim. Ele nos ama conforme as nossas necessidades. Contemplo na verdade um grande mistério na vida das crianças”, falou.

Esse mês de outubro além de ser celebrado o dia das crianças é também dedicado a Padroeira do Brasil. O consagrado conta que as filhas participam do ‘Projeto Artes’ da comunidade e de vez em quando fazem uma surpresa artística em casa. A última apresentação das crianças foi uma homenagem a Nossa Senhora Aparecida. “Elas que preparam tudo. As meninas falaram ‘hoje tem apresentação, mas, tem que vir com os olhos fechados’, eu e minha esposa fomos assistir”, destacou.

 

A postulante da comunidade de Aliança, Luciana Aparecida, é mãe de dois filhos: João Pedro, 01 ano e Miguel José, 04 anos ela tem muita história para contar sobre a inspiração do nome dos filhos e até mesmo do próprio nome. Providencialmente, a postulante carrega no nome o título de Aparecida. “Meu pai era muito devoto de Nossa Senhora Aparecida, em tudo pedia ajuda dela. Inicialmente não gostava de como me chamava, mas depois que ouvi da boca da minha mãe como foi a inspiração, comecei a amar e ter um olhar diferenciado para meu nome. Sou muito feliz por essa grande graça”, conta.

Já com os filhos a postulante lembra que Deus dava sinais bem claros de quais os nomes queria para os meninos. “Lembro que tive um sonho antes de me casar, sonhei que tinha um filho, e que se chamava Miguel. Casei, conversamos eu e meu esposo, e ele concordou com o nome. Mas, tivemos uma surpresa por parte de Deus”, disse.

Luciana, lembra que foi em um encontro da comunidade e lá estava um padre muito conhecido em toda a missão Shalom.  “Uma semana antes do Miguel nascer, recebi uma oração do padre Furtado, nesse encontro Deus pedia que colocasse o nome dele de José, em honra ao glorioso São José.”

A postulante recorda que tinha resistência em colocar esse nome, mas em oração, Deus só confirmava o que o padre tinha dito. “Lembro, que estava na dúvida se seria Miguel José ou José Miguel, Cristo me respondeu, ‘Miguel José’. Deus colocava no meu coração que ele seria filho adotivo de São José, e que ele iria providenciar tudo na vida do meu filho, de nós como família e na vida daqueles que são mais próximo do Miguel”, ressaltou.

Já a escolha do nome do caçula foi pela intercessão de São João Paulo II. Ela percebia um apelo de Deus, para uma abertura para a segunda gravidez, se colocou em oração juntamente com o esposo e juntos pediam a Deus. “Houve outro evento da comunidade o CJS (Congresso de Jovens Shalom), e lá tinha a relíquia de São João Paulo II. Me aproximei das relíquias e falei São João Paulo II se for da vontade de Deus, interceda para eu engravidar”, contou. Ali também fez uma promessa. “Se for menino se chamará João Paulo, fiz esse pedido no mês de setembro, e em dezembro fiquei grávida. Aqui está ele, para cantar as glórias de Deus”, falou sorrindo.

Luciana, contempla as promessas de Deus e com a chegada do segundo filho, Deus dava também uma passagem bíblica, “Preparai o caminho do Senhor, aplainai as suas veredas” (Lc 3,4). Segundo Luciana, essa passagem do profeta João Batista revela que ele preparou e apontou o caminho para Cristo, assim também percebe esse dom na vida do filho. “O João Paulo é uma criança muito alegre, chama atenção de todos, futuramente vai apontar o Cristo para essa humanidade ferida. Ele faz jus ao nome”, concluiu.

Para se falar no dia das crianças é preciso fazer memória que antes que os pais escolhessem o nome e se alegrasse com essa chegada, o Altíssimo que tudo sabe, já tinha escolhido desde toda eternidade.

 

 

Por Jéssica Costa  

 

 

 

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