
Teresa de Lisieux, mais conhecida como santa Teresinha do menino Jesus e da Sagrada Face, até os dias de hoje encanta os corações e continua conquistando um grande número de devotos no Brasil e no mundo. Mas, não estou aqui para contar a história desta menina que entrou no Carmelo aos quinze anos, que alcançou a santidade, e se tornou também doutora da igreja. Quero convidá-lo, caro leitor, a mergulhar nas doces linhas dos seus manuscritos autobiográficos intitulado: “História de uma alma”.
Este livro é parecido com aquela viagem de final de ano na qual optamos por ficar alguns dias a mais na tal viagem, com a leitura dessas páginas não é diferente, não queremos que ás páginas cheguem ao fim. O livro foi publicado no dia 30 de setembro de 1898 e se tornou rapidamente um best-seller com um grande número de tiragens e traduzido em diversos idiomas. Toda a história de sua vida passa-se na França, as experiências mais marcantes acontecem na casa da família, onde ela e as irmãs apelidavam de Buissonnets e depois no Carmelo.
O seu maior legado foi fazer uma releitura do Evangelho. Ela tinha um grande desejo pela santidade mas se percebia que era pequena demais, se achava muito fraca e então, o que Teresinha fez?
Aqui está toda a incrível descoberta. É um caminho todo novo. Uma via pequena e inteiramente nova. “Se alguém for pequeno venha a mim” (Mt 19,14.) ou, “Quem tiver o coração de criança entrará no reino dos céus” (Mt 18,3). Com essas belas citações de Cristo a jovem santa percebeu que encontrou o que tanto buscava, a bela verdade estava ali, diante de seus olhos. Agora não precisava ser grande para ser santa, desejava permanecer pequena, pois, quem iria a levar para o alto seria os braços de Cristo no qual ela chamava carinhosamente de ‘elevador divino’.
Ela começou a agradar o Altíssimo em fazer pequenas coisas com uma intensidade enorme de amor. É a linda e desafiante espiritualidade de Teresinha a ‘Pequena Via’ se lançar na total confiança de Deus.
Toda essa descoberta já teve seu o início quando ainda morava na casa com as irmãs e o pai, mas se aprimorou dentro do Carmelo. A partir daí, a narração segue em toda a sua vida de carmelita dentro da ‘divina
Estamos inseridos num tempo que o essencial não é valorizado. As pessoas valorizam o que é extraordinário ou os grandes feitos como: os grandes monumentos, uma famosa obra de arte, o último lançamento de um celular com todas as tecnologias possíveis, o carro mais luxuoso, etc. Nascemos em uma cultura que o que tem valor custa caro e as coisas passageiras se tornaram essenciais. Então, Deus suscitou uma jovem que desconcertou seu tempo e continua a impactar até os dias de hoje.
A pequena via tira o nosso olhar do que é passageiro e coloca no eterno no que é o essencial. Devemos aprender como ela que a todos os momento Deus fala conosco na sua linguagem de sinais. No pássaro livre a voar, na flor que nasce, no sorriso da criança, nos animais, nas árvores a terem suas folhas balançadas pelo leve vento, no azul intenso do céu que diariamente se revela a nós. Ouso dizer que o jeito ‘Teresinha’ de ser é a simplicidade. Deus é simples. E ao nos relacionar com Ele, nos tornamos simples também.
Este livro é um convite para sairmos do pedestal da nossa vontade e deixar o Sol Divino ocupar o lugar. Segundo os conselhos de santa Teresinha convido você a mirar Cristo com os olhos de águia, apesar de sermos pequenos, como os passarinhos. Para ela o que santifica não é a dificuldade da obra mais a ‘intensidade de amor’ que se coloca na obra. A pequena via de santa Tetê, a chamo assim, pois, é quase impossível conhecê-la e não se derreter de amor, por essa tão revolucionária santa. Resumidamente, é reconhecer o seu nada e confiar absolutamente na misericórdia divina.
É uma ótima leitura. Recomendo. Santa Teresinha, nos ensina a se relacionar com Deus como uma pequena criança, que ao correr para os braços do pai, espera tudo d’Ele.
Boa leitura!
Autor: Teresinha de Lisieux
Título: História de uma Alma
Gênero: Biografia
Data da primeira publicação: 30 de setembro de 1898
Adaptações: Thérèse (1986)
Por Jéssica Costa


Òtimo texto! Não canso de ler este livro. 🙂