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Jovens do Distrito Federal aproveitam primeiro dia do Renascer

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Retiro conta com programação especial e estandes temáticos

Neste domingo, dia 11 de fevereiro, centenas de jovens trocaram o carnaval por uma experiência nova: participar do Renascer, retiro promovido pela Comunidade Católica Shalom. O evento acontece de 11 a 13 de fevereiro, no Colégio Dom Bosco (702 sul), e a programação conta com pregações, cursos, renascer kids, teatro, adoração, missas e a festa das cores. Além disso, estandes temáticos como a Jornada Mundial da Juventude e o vocacional.

O primeiro momento do dia começou com a adoração. Em seguida, Joyce Sueli, consagrada da comunidade de vida, fez a pregação sobre o tema central do retiro Para Deus nada é impossível. Ela contou seu testemunho e como Deus a escutou nos momentos mais difíceis. Para ela, o Pai pensa de uma forma diferente da nossa e tudo depende da vontade Dele. É preciso esperar pelo tempo favorável. Ela ressaltou que Deus pode realizar o impossível. “Ele nos conhece mais que nós mesmos, por isso pode fazer e realizar muito em nossas vidas. Mas precisamos nos abrir para a graça de conhecer o amor Dele”, explicou.

A tarde foi dedicada ao seminário de vida no Espírito Santo e os cursos com os temas: como transformar dor em amor, castidade como dom e Família: um grande presente de Deus. A palestrante Kátia Estevão, consagrada da Comunidade de Aliança, apresentou o tema como transformar dor em amor. De acordo com ela, o sofrimento não é um ato de desamor de Deus em nossas vidas. Com isso, não devemos lamentar e questionar o por quê dessas ocasiões. “O sofrimento faz parte da natureza humana”, afirmou.

Ela citou a passagem do terceiro capítulo de Gênesis para explicar que a desobediência de Adão e Eva causou a desordem e a consequência é o sofrimento, uma herança inevitável. A obediência é sinal de confiança, porém muitas vezes deixamos de confiar na palavra de Deus. Esse processo de sofrimento faz com que fiquemos voltados para nós mesmos e nos afastemos dos outros. “As pessoas estão cada vez mais egoístas. Esse é um processo que elas não conseguem lidar e com isso o corpo sofre”, disse ela.

Os sofrimentos podem ser fontes de grandes curas em nossas vidas. A solução é sair de si mesmo para encontrar a própria cura e a do outro. Um caminho é a misericórdia para transformar a dor em amor.

Rafaela Costa, estudante de psicologia, está participando do Renascer pela primeira vez e achou o evento muito diferente de tudo que já conheceu. “Deus já está me tocando muito desde quando cheguei na adoração. Gostei da primeira pregação e percebi que Deus age no simples. O curso me chamou atenção porque o sofrimento deve servir para tomar uma decisão de sair de mim mesma”, afirmou.

Família: onde o amor dá a vida

Silvio e Eliz Roque, consagrados da Comunidade de Aliança do Shalom, ministraram o primeiro dia do curso para as famílias. Com o tema Família: um grande presente de Deus, o casal contou o testemunho da misericórdia de Deus na vida pessoal e familiar.

Com 18 anos de relacionamento, destes quatro de namoro e noivado, e 14 de casados, os Roque têm 11 filhos, dos quais dois adotados e um no Céu. Cada um dos filhos foi um dom dado por Deus, um presente que, pela generosidade do casal, mostrou a graça do verdadeiro amor – que esquece de si para se doar completamente ao outro.

“O cônjuge é o passaporte para eternidade. É um presente que Deus deu para te santificar”, frisou Eliz a respeito dos desafios da vida a dois. Neste aspecto, Silvio partilhou de um aniversário de casamento em que acordou irritado com Eliz: ele não queria dar nenhum presente a ela por causa do sentimento no coração, mas rezou e percebeu que o verdadeiro amor é decisão, não sentimentos.

“Tenho que agir por aquilo que é correto. No outro dia, eu acordei tão feliz, porque consegui amá-la sem estar seguindo meus sentimentos. Me rasguei, me deixei ferir para amar. Isso gerou frutos de santidade”, lembra.

Viver a castidade

O padre Célio Lourenço conversou com os jovens sobre Castidade como dom e a forma de vivenciá-la. Segundo ele, muitas vezes a castidade é vista como uma proibição, mas a falta dela provoca um vazio e uma busca por preenchimento. A castidade nos faz livres.

Devemos buscar a castidade nos relacionamentos como a amizade e o namoro. “A castidade produz frutos como a pureza, a alegria, a liberdade interior, a sinceridade nos relacionamentos e o amor ao próximo”, afirmou o padre Célio. O primeiro terminou com a Santa Missa, presidida pelo arcebispo Dom Sergio da Rocha e a apresentação do Canto das Írias.

 


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