Natal, 15 de outubro de 2017
Minha querida Teresa,

Sempre achei muito consolo nos santos e, me aproximando de suas histórias, encontrei neles alguma ajuda. Mas me desanimava ver a tantos que, após receberem o chamado do Senhor, já não voltavam a cair. Foram anos que passei ofendendo a Deus, mas a teu exemplo, Sua misericórdia não permitiu que eu me perdesse por inteira.
A renovada luta pela vida de oração diária imprimiu em meu coração que não há outro caminho para nós que não seja a santidade. Neste caminho, duvidei de mim muitas vezes, mas nunca duvidei da misericórdia do Senhor, que por tua intercessão, e sem nenhum mérito de minha parte, veio curar a aridez do jardim de minha vida.
Como é importante para mim, querida Teresa, que o Amor tenha vencido em ti! Assim também quero buscar, com mais valentia, humildade e desapego, conquistar com Deus a água para regar esta figueira estéril que é a minha vida, e assim poder dar frutos maduros e saborosos para alegrar tão bom Senhor, dono do horto de nossa alma.
Quero ser terra fecunda para adubar o terreno do coração dos homens, produzindo galhos que abriguem e protejam meus irmãos. E ser a pequena flor do campo, para repousar os pés do Senhor ao caminhar pelo jardim. Oh, querida amiga, com liberdade quero trilhar este caminho, não olhando para minhas quedas, mas para o Senhor que me aguarda! E assim, posta nas mãos de Dele, contigo cantar: “queira Deus que antes eu me consuma que o deixe outra vez de amar”.
Por Larissa Moura