No meio da multidão, em meio à alegria e à presença de Deus que marcam o Festival Halleluya, Emanuel Costa, de 41 anos, e Walesa Bastos, de 42, celebram uma data que vai além do tempo: vinte anos desde o pedido de namoro. Aconteceu em 26 de julho de 2005, pouco depois da meia-noite, na arena do festival.
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Ambos participavam de grupos de oração e missões na Renovação Carismática Católica, em Fortaleza, e se conheceram na Comunidade Nova Unção. O tempo passou, a amizade cresceu, e foi no ambiente de louvor, oração e alegria do Halleluya que perceberam que Deus tinha mais para eles. “A gente já se conhecia há anos, mas foi naquele festival que tudo fez sentido”, relembra Emanuel. Na madrugada do dia 26, ele a chamou para conversar, e ali, no meio da arena, veio o pedido de namoro. “Nosso primeiro beijo foi até iluminado por um helicóptero da polícia. Virou o nosso ‘beijo luminoso’”, brinca ele.

Desde então, o casal nunca mais deixou de participar do festival. Hoje, eles são membros consagrados na Obra Servos do Cenáculo de Fortaleza. Mesmo depois de tantos anos, o Halleluya continua sendo um lugar especial para eles, aonde voltam todos os anos com o coração aberto e grato. “Foi aqui que Deus selou a nossa história. E é aqui que sempre voltamos para lembrar de onde viemos e renovar nossa fé e nosso amor, aqui a gente reencontra amigos de caminhada, pessoas que fizeram parte da nossa vida e que hoje estão em outras comunidades. É sempre um reencontro com a nossa história”, afirma Walesa.
Emanuel lembra com carinho de um momento especial em 2022, quando trouxe sua mãe para o festival pela primeira e última vez antes de seu falecimento. “Ela era fã do Padre Fábio de Melo. Ter-lhe proporcionado isso foi um presente. Aqui é um lugar que gera memórias, vida, esperança.”