Se quiseres, eu quero o céu

Se quiseres, podes. Se quiseres, eu quero querer, quero desejar e quero viver.  Faz arder em mim o desejo de contigo estar.  Faz-me desejar os desejos do céu, anelar aquilo que o céu oferece, que o céu apresenta, que o céu promete.  Faz-me querer a alegria dos Santos, daqueles que contemplam a Tua face.  Faz-me, então, desejar morrer, se esta é a porta para Te ver, pois se esta é a única forma de Te ver, quero, pois, não reter.  Posso, então, só morrer, em Ti renascer e em Tua face contemplar a alegria de encontrar o que nunca se vai perder. Geane Mateus

No tempo de Deus, o compasso da vida

Vou devagar, como quem conta os passos.  Como quem dá espaço, para que o tempo corra sem se apressar.   Vou contando os passos, dando tempo à memória,  Para rever minha história e, a cada dia, uma nova contar.   Vou contando uma história e fazendo memória para em mim tudo conhecer e amar.  Vou amando o que vivi, pois vou dando tempo a tudo de se fazer conhecido.  Vou descobrindo segredos e revelando mistérios que, na minha vida, vêm sarando feridas até então escondidas nas encostas da vida. Vou descobrindo tesouros que o tempo formou e que vida gerou.  Por fim, vou vivendo e sendo feliz com a vida que condiz com a vontade do Criador. Geane Mateus

O desejo de viver a missão, uma santa inquietação do amor

A missionariedade é um dos grandes componentes da vida cristã. Todo batizado é, por virtude da graça de Deus, chamado a tomar parte na missão profética, real e sacerdotal de Jesus. Ele, o nosso Mestre, o Shalom do Pai, é o modelo perfeito de missionariedade. Tanto que os grandes nomes da Patrística, assim como alguns papas, fazem sempre alusão à Encarnação do Verbo para falar a respeito da missão da Igreja e dos fiéis. Sim, no ato divino da Encarnação contemplamos uma perfeita ação missionária de Deus, marcada pela kenosis, pelo abaixamento e pelo esvaziamento.  Porém, é essencial também recordarmos que a alma de toda essa santa desinstalação missionária do Senhor é o amor. Enquanto rezava e refletia sobre o ...

A paz da vida missionária

Acordar, rezar, tomar café da manhã e ir trabalhar? Não, para mim o dia começa antes. Começa na noite, se esforçando para dormir cedo, para no outro dia acordar bem disposta. Vou percebendo no concreto da rotina que todo relacionamento se faz de pequenas escolhas e pequenos sacrifícios diários. E um relacionamento com Deus não seria diferente.  A cada instante do nosso dia nos deparamos com escolhas, que fortalecem ou não o nosso ser missionário. Escolher assistir mais um episódio da série, ou desligar o notebook e ir deitar. Ou ainda escolher dormir mais tarde preparando a formação do grupo. Escolher evangelizar aquela pessoa ou deixar para amanhã. Escolher fazer a comunhão de bens ou deixá-la guardada.  O que faz ...