Abraço de Mãe

Ô Abraço gostoso que, muito jeitoso, me acolhe e me afaga. Em teus braços sou coberta de amor,  Protegida e guardada sei que estou. Como é bom estar, como é bom ficar sendo velada por ter olhar.  Como é bom, ó Mãe, em ti descansar, em teus braços ficar,  Deixar-me transformar por tua presença serena, Que em mim torna amena a agitação interior.  Como é bom, ó Mãe, descansar em seus braços.  Deixar-me modelar com tuas mãos delicadas, que me fazem, a cada dia, ao teu filho mais me assemelhar. Geane Mateus

Entrega

Em Ti descanso, me encontro e repouso.  És meu consolo, meu sustento e meu alento.  Aonde irei se só em Ti me encontrei?  Minha alma anseia se entregar,  Por intimidade anseia buscar.  Busco a Tua face e a Tua verdade,  Essa liberdade que fala de céu,  Essa vida plena que não é de papel.  Que é morte e vida a cada dia,  Que é de ofertas e sacrifícios,  Que é coragem, renúncia e disposição,  Missão em que não pode faltar o louvor,  Como prova de amor ao amado Senhor.  O que dizer, então?  Eis-me aqui, toma o meu coração, como gratidão. Geane Mateus

Busca

Busco em tudo o lugar onde poderei, enfim, ancorar o meu coração.  Ele, dividido, está ansioso, mas, mesmo inconstante, deseja amar.  Um lugar para estar, um porto a atracar, um farol a mostrar o lugar a chegar.  Cansada estou, não sei onde vou, só sei que preciso em algum canto chegar e estar.  Só sei que anseio meu coração acalmar, então, corro, querendo encontrar tranquilidade e um lar.  Para onde devo correr ou andar, se minha vida perdida deseja parar? O que eu quero é um seguro lugar para o meu coração ancorar. Geane Mateus

Saudade da simplicidade

Saudade do tempo de ontem, de agorinha há pouco.  Por que não dizer de hoje? Do agora que, em um segundo, passou saudade do passado, do presente e do futuro.  Sinto falta daquilo que vivi e do que vivo e já quero sentir saudade do que viverei… Saudade de quando tudo tinha sentido, motivo, razão.  Como era gostoso ter a intenção, fazer por gratidão, porque somos irmãos.  Como era fácil dizer sim, dar uma mão. Por que não dar as duas, os pés e o corpo todo, então? Quando tudo era mais simples, quando “sim” era sim e “não” era não.  Onde o dia correria normal e a escola não era tempo integral. Onde tinha ou não tinha sal. Salgado ...