Bendita Leitura: Liturgia Judaica – fontes, estrutura, orações e festas

O Novo Testamento apresenta muitos testemunhos da liturgia judaica. São, porém, testemunhos mais indicativos que descritivos. Neles é dito que no tempo de Jesus havia certas formas de culto, mas não em que elas consistiam nem como se desenrolavam. O próprio Jesus, sua mãe Maria, os apóstolos e as comunidades primitivas alimentaram-se dessa liturgia, dos seus símbolos e ritos. Este livro reconstrói o significado e o dinamismo da oração israelita, reencontrando as origens da liturgia cristã na liturgia israelita.

A alegria de ser um eterno aprendiz

Por que queres aprender? Para conceber conceitos e conhecer? Quero aprender para descobrir, E, descobrindo, me alegrar na beleza do conhecer, Conhecendo, me entusiasmar, por ganhar horizontes, Ganhando, me alegrar com o novo a contemplar, Contemplando, acolher o mistério a deslumbrar. Ao contemplar, conhecer, descobrir e aprender, Como é nobre aprender e gostar de aprender. É como se fôssemos descobrindo um novo mundo, A cada tempo, uma viagem ao desconhecido distante, Que se torna hoje, conhecido, próximo, íntimo e pulsante, Aprender: que alegria seria se esta fosse a arte do viver! Aprender a viver pela fé, Que o dia começa e termina, Que precisamos cuidar da vida e do outro, Que podemos recomeçar todo dia, Que errar é humano, Que ...

Se dizes a verdade

Se dizes a verdade, por que temes me magoar? Se trazes a verdade, ela pode me libertar, Se dizes com caridade, tu podes me ajudar. Por que temes me dizer a verdade? Será apenas a tua equívoca face da verdade? (A verdade que se apresenta nua e crua). Se ela está despida da caridade e é cruenta, Como pode libertar, esta verdade? Mas se vens com asas de liberdade, Coroada de simplicidade, Envolvida de caridade, Eu poderei acolher esta verdade, E deixá-la completar em mim, A obra de liberdade. Assim, serei livre para pensar e sonhar, Livre para crer e para amar. Geane Mateus
Como montar um altar na Quaresma?

O grandioso mistério da Cruz

Ó difícil compreensão e grandioso mistério, Inalcançável ao entendimento ou descrição, Mistério de tamanha contemplação, Incompreensível parece: Um corpo pregado, ensanguentado, chagado, esfacelado, De dolorosa visão. Quão dilacerante deve ser, então, Um rosto desfigurado de um corpo chagado. Para alguns, pura contradição. Lábios cerrados de um corpo flagelado, Para uns, sinal de maldição. Mãos e pés esfacelados, de um corpo triturado, Sinal de crueldade e diversão. Uma morte cruenta de entrega total, Uma oferta completa de valor sem igual. Quanta dor, sofrimento e solidão… Olhar no teu rosto desfigurado, E nele contemplar o rosto do Pai, que a nós foi revelado. Olhar nos teus lábios o Evangelho, por eles anunciado, A Palavra da vida e salvação. Contemplar Tuas mãos que ...

Ser sinal de Paz

Ser sinal de Paz vai além da Graça de carregá-lo. Ser sinal de Paz vai além do que se vê. É como Nossa Santíssima Mãe que, gerou antes no Coração, por obra do Espírito Santo, o Cristo, nosso Esposo. É gerar, antes no nosso coração, por Obra do Espírito Santo, um sinal que conduz à eternidade. Às vezes, ele encontrará nossos corações com lodos e vinagres… Mas creia, o Sim, mesmo que, em meio à lágrimas, quedas, sorrisos, perdas e ganhos, ele começa uma faxina poderosa, se se permanece nas mãos do Espírito Santo. Ousemos dizer: Intervém, Senhor, realiza essa faxina! Tenhamos certeza que a dor é superior a de um parto. Isso porque é também a doce dor da ...

Bendita Leitura: Como um novo Pentecostes

Nas últimas semanas do Tempo Pascal, a liturgia aborda o tema do Espírito Santo, tanto como a promessa de Jesus aos seus discípulos após a Ascensão, quanto como o impulso que encheu os primeiros cristãos de toda a parresia necessária para anunciar a salvação em meio às perseguições e martírios dos primeiros séculos da Igreja.  Tudo isso prepara os cristãos de hoje para celebrar o dia de Pentecostes, que recorda a vinda desse Espírito sobre os apóstolos, reunidos com Maria Santíssima no cenáculo, em Jerusalém. E é com grande admiração que compreendemos que esse mesmo Espírito atravessou vinte e um séculos, juntamente com a Igreja, e continua a conduzir a Barca de Pedro e a impulsioná-la cada vez mais rumo ...