O menino da praia
Era uma segunda-feira, fui à praia. Enquanto estava lá, jogando frescobol com minha irmã e minha cunhada, observei ao longe um menino que nos fitava sem descanso. Era pequeno, devia ter por volta de uns cinco ou seis anos de idade. Ao ver nossa bolinha correndo para longe de nós, sem pestanejar, o garoto foi ao encontro dela e trouxe-a até nós novamente. “Foi um prazer”, ele nos disse. Depois de algum tempo, chamei-o para jogar comigo. Com muita dificuldade, o garoto arremessava a bola em minha direção. A raquete de madeira lhe pesava bastante aos braços e a falta de coordenação, própria da idade, lhe impedia de acertar o alvo. Jogamos, e jogamos, e jogamos. Cansei-me de jogar. ...