Formação

Charge – Coragem

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 JornalFolha de São Paulo. Dois dias antes do Carnaval, a maior “festa popular” doBrasil, na qual o povo pobre trabalha por um nada e os ricos ganham rios dedinheiro, o que se poderia esperar de uma charge? Nada muito diferente dostemas surrados de aids, camisinha, bebedeira, sexo, samba, adultério,fornicação, mulher pelada…

O leitor assíduo, porém, espantou-se ao deparar-se com odesenho de um alto penhasco sobre o qual enfileiram-se pessoas a tirar,apressadas, a roupa de trabalho e, desprotegidas porque despidas, saltar noabismo. Será erro do jornal? É mesmo uma charge de carnaval?

 A surpresanão para por aí: o abismo abriga – pasme! – um grupo de foliões a pular,animado, ao som dos tamborins. Quer espantar-se mais ainda? Pois aí vai: portodos os lados, em altas labaredas, se espalha, em meio aos foliões, o fogo doinferno!

 Ironia paracom os “puritanos”? Desabafo de um cidadão que não suporta ver sua vida deponta cabeça por três dias a cada ano? Vingança de alguém decepcionado com afestança? Ataque agudo de esbravejamento ameaçador de pregador de esquina? Nãofaço idéia. Teríamos que perguntar ao chargista que, certamente, ficaria felizde ver tantas elucubrações em torno de sua criação. Seja como for, a mensagemfoi passada. Sob qualquer ponto de vista que se analise a charge, o Carnaval éo inferno. De qualquer ângulo que seja vista, na visão do autor da charge,jogar-se no carnaval é precipitar-se no inferno.

 Corajoso,este chargista! Não teve medo de declarar seu ponto de vista diante da grandeindustria do carnaval. Não teve medo de ser antipatizado por seu“anti-marketing”, por nadar contra a tsumani nacional que é o carnaval.

Seja qual for a sua motivação, a mensagem, bem clara, vaicontra a corrente que afirma ser o Carnaval o céu na terra: céu de prazeresimediatos advindos de orgias, de bebedeiras, de libertinagem, de rixas, deódio, de devassidão, de impureza, de todos os frutos da carne citados por SãoPaulo em Gálatas 5. Querendo ou não, foi profeta da verdade que muito poucosconseguem enxergar: o carnaval é um salto no inferno.

 Não! Não setrata de moralismo. Longe disso! Não foi moralista nosso chargista e nem estou eu,dedo em riste, praticando uma moral hipócrita. Ele foi profeta, repito. Profetada verdade. O inferno existe e há gente que vai bater por lá, infelizmente.Muitos desses deram seu primeiro passo em direção ao precipício em alguma foliada vida, iludidos por promessas mentirosas de bem-aventurança fácil e imediata,na qual felicidade é sinônimo de gozo.

O chargista fez profecia. O que faço não é mais que lê-la eatestar que Deus revela a verdade sempre e por todos os meios. Deus fala, falasempre, fala também por um chargista talentoso, fala ainda que seja em meio àsujeira enlameada dos milhões de camisinhas distribuídas, ainda que seja na dorcruciante do céu pelo avesso que se desmascara na triste quarta feira quando,ainda que seja ouvido, já é tarde demais.

 

Maria Emmir Nogueira


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