Localizado na Alameda Santa Teresinha, no CEU, o Espaço Adventure se tornou um dos principais pontos de encontro dos jovens que participam das cinco noites do evento. Mais do que um lugar de lazer, o espaço é um terreno fértil para um profundo encontro com Deus.
O Adventure oferece uma estrutura completa: arquibancadas, iluminação especial e uma pista desenhada para esportes radicais. Durante o dia, já é possível ver jovens utilizando o espaço. E quando termina a Santa Missa no palco principal, a adrenalina começa a tomar conta da pista com shows, batalhas de rima e competições esportivas.
Um dos esportes que mais atrai público é o BMX, modalidade que envolve manobras ousadas com bicicletas menores e adaptadas. “O Shalom sempre nos convida a apresentar o esporte aqui. Já vieram atletas de vários estados: Paraíba, São Paulo, Natal. Ser convidado para narrar é gratificante. É um esporte que amo”, partilhou Renato Tavares, que participou de diversas edições do festival como atleta e narrador das competições de BMX no Adventure.
Além da emoção da competição, o espaço também ajuda a popularizar o esporte. Para Márcio Raniele, atleta e jurado, o Adventure é um incentivo: “É um lugar que motiva. Muita gente acha o BMX perigoso, mas com atenção e cuidado, ele é acessível. Estar aqui aproxima o esporte das pessoas.”
Célio Silva, também jurado, destaca como o espaço tem se consolidado: “É nossa terceira vez aqui. Agradeço à organização por fazer um evento que reúne gente de Fortaleza e de todo o Ceará. Isso dá visibilidade ao nosso esporte e une ainda mais a comunidade.”
Mas o Adventure não é só sobre rodas e manobras. Em meio à música e ao esporte, missionários se aproximam dos jovens, escutam, rezam por eles e criam laços. Para muitos, o momento mais marcante da programação do espaço é a Adoração ao Santíssimo Sacramento, que acontece à noite, bem no centro da pista.
Lays Vieira, 16 anos, vem ao festival desde criança com a família, mas foi no Adventure que viveu algo diferente este ano: “Quando conheci esse espaço, passei a vir só pra cá. Aqui tem rima, tem tudo que eu gosto. Mas o que mais me marcou foi a Adoração. Foi a primeira vez que eu participei. Gostei muito, foi especial.”
“Aqui a gente faz amizades, aproveita as batalhas de rima, canta junto. Mas a parte mais forte foi quando o Santíssimo chegou. Chorei muito. Nunca tinha vivido isso”, testemunhou Beatriz Alves, da mesma idade, ainda emocionada.
O espaço também acolhe aqueles que chegam pela primeira vez ao Halleluya. Foi o caso de Kauê Souza, 18 anos, que se sentiu parte de algo maior desde o início:
“É a primeira vez que participo e estou gostando muito. Fui bem recebido. É muito legal ver as manobras e também poder conversar com o pessoal do Shalom. Eles estão sempre por perto, rezando, ouvindo a gente.”
Para Davi Marques, de 19 anos, que frequenta o festival desde pequeno, o Adventure cumpre bem seu papel evangelizador: “O Halleluya é pra todos, mas a galera mais nova às vezes se sente deslocada. Esse espaço resolve isso. Traz o mesmo objetivo do festival, mas fala direto com os jovens. E isso é o carisma do Shalom.”
Entre uma batalha de rima e uma manobra de skate, Jesus também se manifesta com simplicidade. Foi essa união de cultura e fé que tocou Rebeca Nascimento, 19 anos, que pisou no festival pela primeira vez este ano: “Cheguei cedo com meu namorado para aproveitar a pista. Nunca vim ao Halleluya. Achei tudo ótimo. A alegria das pessoas aqui é diferente. Dá para sentir. Poder andar de skate e ainda sentir essa presença de Deus foi muito especial pra mim.”
Veterano no festival, João Carlos participa desde 2000 e continua voltando sempre que pode: “Sou sempre muito bem acolhido. Reencontro com colegas do skate. Ter esse espaço num evento como o Halleluya é um diferencial enorme.”
Até mesmo quem está nos bastidores é profundamente tocado. Kaylane Silva, vocacionada, trabalha na organização do espaço e fala sobre os jovens que passam por ali: “Muitos nunca ouviram falar do catolicismo. Eles nos olham com curiosidade, acham nosso jeito estranho, alegre. Mas a partir disso se abrem e têm experiências reais com Deus.”
“Tudo aqui é pensado para esse público jovem. A pista, as músicas, as competições… Mas o que realmente importa é o encontro com Jesus. Estimamos que passam por aqui entre 15 a 20 mil pessoas por noite. E nosso maior desejo é que cada uma delas saia daqui tocada, com uma nova esperança no coração”, declarou, Bruno Gomes, consagrado da Comunidade de Vida, que está a frente da organização desse espaço. Ele acredita que o Adventure é um sinal concreto da primazia de evangelização dos jovens da Comunidade Shalom.









