Chega um momento da vida que dá até vontade de gritar para o mundo todo ouvir que basta dessa conversa sobre o amor, talvez isso nem exista. A moda agora é não pertencer a ninguém. Chega de relacionamento sério, hoje aqui, mas amanhã pode não dar certo e segue o baile, afinal de contas, eu sou apenas meu e isso é suficiente.
“Por que me amarrar a uma única pessoa se eu posso ter várias? Por que receber o carinho de apenas uma, se em uma noite eu posso experimentar tantos outros? E se eu assumir algo mais sério e quebrar a cara? Não vale a pena!” Pois bem, são esses e muitos outros questionamentos que invadem a cabeça e o coração de inúmeras pessoas, pois o amor parece não ser real.
A palavra compromisso no dicionário significa “obrigação assumida por uma ou diversas partes; comprometimento”, e isso pode custar a palavra e a vida. Esse risco, muitos não querem ter, mas é ai que descobrimos o amor, em arriscar, em dar-se, em oferecer não uma parte, mas tudo, e somente aqueles que são livres ousam dar esse passo.
E liberdade, meus queridos, não é viver por ai esbanjando meu coração para quem quiser fazer pousada por uma noite, ou ainda, pousar de boca em boca, já que “meu coração não tem lei”. Acredito que ser livre mesmo é encontrar o amor e decidir-me por ele, porque assim eu me decido por mim. O amor que eu quero te apresentar é decisão. Dói? sim. Custa? sim… mas como falei em um post por aqui, é uma experiência libertadora!
Mas também fica difícil encontrar autenticidade em qualquer esquina. É como uma pérola que não se acha em qualquer buraco, mas guardada em águas profundas. O verdadeiro amor é assim, mergulhado em profundidade e verdade. Um amor cheio de beleza e valor, não aquele monetário, mas um valor que me faz mesmo com medo, arriscar me lançar para o encontrar.
Luisa Fernandes
Missionária da Comunidade Shalom – Comunidade de Aliança