Quando tive meu filho João Pedro, eu trabalhava em uma grande empresa e tinha tudo: bom salário, plano de saúde e vários benefícios. Quase 5 anos depois, iniciei uma nova jornada em outra boa empresa, um pouco menor. Com 2 meses de experiência descobri que estava grávida de novo, dessa vez, da minha filha Clarice. Fui demitida 1 dia antes de terminar o tempo de experiência. Um tremendo sufoco!
Sem muita perspectiva lá fomos, meu marido e eu, viver as incertezas de uma gravidez inesperada (já estava com 20 semanas e não sabia!), surpreendente, mas desde então muito querida.
Ainda não tinha dimensão do que era a Pobreza evangélica, muito menos a profundidade do que era a Divina Providência. Mesmo assim experimentávamos de uma graça tremenda onde nunca nos faltou nada. Passamos por alguns apertos, é verdade, porém de fato nunca faltou o essencial.
Em 2015, ingressei no vocacional da Comunidade e ali comecei a compreender realmente o real sentido da Pobreza e abandono à Divina Providência. Comecei então a devolver a Comunhão de Bens. Porque eu queria dizer pra Deus o quanto era grata por tudo o que Ele já havia feito por mim e minha família.
“Até aqui nos ajudou o Senhor!”
Sabe, as vezes quando falamos em nos deixar abandonar nas mãos de Deus e permitir com que Ele conduza nossa vida bate um medo muito grande, uma insegurança. Principalmente quando a gente é pai e mãe, porque temos responsabilidades não somente com as vidas que Deus nos concedeu para cuidar, mas também pelas responsabilidades do cotidiano: contas para pagar, alimentação, médico, contas, contas e mais contas (afinal agora éramos 4).
Nem sempre foi fácil e também nem sempre dureza; experimentei tanto da abundância quanto da escassez. Sabe os votos matrimoniais: “Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza”? Pois é… Nós sabemos… E em tudo esteve o Senhor. Mesmo nas vezes em que a tentação de não devolver a Comunhão de Bens bateu forte, Ele ainda assim era fiel à minha família; eu muitas vezes não fui fiel, mas Deus sempre É.
“Sob a condição de que a aceite”
De fato, viver este abandono é experienciar de uma Providência de Amor! Deus realmente excede nossas expectativas e não se deixa vencer em generosidade. Quando nós de verdade olhamos para Ele como um Pai amoroso, que cuida e que deseja nossa felicidade, as coisas mudam. Porque Ele é o Pai que todos nós merecemos.
De modo particular, quero dizer isso àqueles irmãos que talvez não tiveram uma paternidade presente. Hoje posso afirmar de todo o coração: quem assume (aceita) Deus como Pai prova a cada dia essa verdade de cuidado, sustento, amparo, amor infinito.
É um amor louco, que está sempre perto da gente e que realmente quer nos ver felizes. Isso faz toda a diferença, especialmente nos dias desafiantes.
Quando Ele nos permite passar por certas situações é para que a gente tenha certeza de que não estamos sozinhos, Ele caminha conosco e por isso nós não precisamos ter medo.
A Providência Divina nunca deixa faltar nada para aqueles que a aceitam, para aqueles que a desejam receber, ela nunca faltará. Mas aqueles que se fecham realmente não conseguirão contemplar essa verdade. Por isso, meu desejo hoje para você chegou até aqui é: ACEITE, RECEBA a Divina Providência de Amor do Senhor, que é Pai! Porque tudo o que o Amor toca está a salvo. Porque tudo o Amor tocar será santificado. Permita que Deus toque sua vida e permita que Divina Providência envolva todas as áreas do seu ser e assim nada mais lhe faltará. Tenha fé e confie!
Deus é contigo. Shalom!
Girlaine Soares
Consagrada – Comunidade de Aliança
Missão Rio de Janeiro
