Eu sou Leila Arizôt, mulher, casada, Shalom, postulante da Comunidade de Aliança em Vigário Geral, na Missão Rio de Janeiro.
Antes do vocacional, sempre fui Católica Apostólica Romana e vivia bem o meu batismo. Cresci na Renovação Carismática Católica e sempre tive a prática de devolver o dízimo pra Deus, na minha Paróquia, mas esse era um valor estipulado e considerado por mim suficiente para a Igreja.
Ainda não fazendo da maneira correta, o Senhor sempre me abençoou, eu conseguia ajudar aos irmãos e fazer o algo a mais nas campanhas de arrecadação na Paróquia. Eu fazia com muita alegria!
Quando comecei a minha caminhada vocacional no início de 2024, e passei a buscar viver aos moldes da Comunidade, uma das coisas que abracei foi a Comunhão de Bens. Decidi fazer minha retribuição com fidelidade, com os 15%, conforme os Estatutos nos ensinam.
No mesmo ano, eu e meu esposo planejamos uma peregrinação de 22 dias para a Europa. Viajaríamos em abril de 2024. E ali, comecei a reduzir algumas despesas pra conseguir viver bem essa viagem, considerando nossas passagens, hospedagens, alimentação e compras.
Eu faço a minha Comunhão de Bens no início de cada mês, assim que recebo o pagamento. Em marco e em abril, eu vivi tudo certinho, mas eu estava decidida a não partilhar em maio, por medo de faltar algum dinheiro durante a viagem.
Bom, dois dias antes de iniciar a peregrinação, tive um problema no meu carro e acabei tendo uma despesa grande e bem inesperada, ao ser ludibriada por essas “vendas casadas” no Posto de Gasolina. Paguei com muita dor no coração, pois era um valor alto. Bem alto.
Enfim, em maio, já na Europa, percebi que meu pagamento havia entrado, me pus a pagar todas as minhas contas, mas não fiz a Comunhão de Bens antes de tudo, como eu sempre fazia.
Ao concluir o pagamento das contas, fui fazer os cálculos de quanto deveria partilhar, se eu fosse fazer a Comunhão de Bens.
Para a minha surpresa, o valor correspondia exatamente ao que deixei no Posto de Gasolina dois dias antes de viajar.
Naquele momento, compreendi que Deus me falava para não ter medo de honrar com esse compromisso, pois era Ele mesmo que sempre provia e continuaria me provando da Sua Providência.
Então, eu disse para Jesus: “Eu já entendi, Senhor! Aceita hoje a minha Comunhão de bens, e não vou temer a possibilidade de ficar sem dinheiro nessa viagem, pois Tu és o meu Senhor. Para Ti, as primícias da minha colheita, sempre e para sempre.”
E desde então, nunca mais pensei na possibilidade de não fazer a minha Comunhão de Bens.
