Gente, falar de comunhão de bens é falar do quanto nos empenhamos para que a ação evangelizadora chegue aos que mais necessitam de sentir o toque e o olhar de Deus através dos irmãos. A primeira vez que ouvi falar sobre isso foi no grupo de oração; então, procurei aprofundar o conhecimento sobre esse ato de amor, realizado por aqueles que se dispuseram a doar tudo em prol de todos os irmãos da comunidade de vida, bem como dos necessitados da obra e dos mais pobres.
Hoje entendo que se trata de um ato no qual ajudo a administrar, em favor dos irmãos, aquilo que bondosamente e, às vezes, sem merecer, Deus me proporciona: a minha contribuição em prol do avanço da evangelização, bem como a providência de Deus para eu viver a pobreza evangélica à qual sou convidado. Quanto mais dou, mais pobre o meu coração se torna, e assim vou me desprendendo do material que me prende à terra e impede meu progresso espiritual.
Nem sempre é fácil viver a comunhão nos 15% como sugere o Estatuto da Comunidade, mas penso que, mais do que os 15%, o Senhor deseja que ofertemos, em favor dos outros, o tudo do nosso pouco. Rico é aquele que oferece com o coração, sem reter nem guardar para si o que Deus amorosamente concede para ser repartido com os irmãos. Que o nosso muito ou pouco seja sempre ofertado com amor e com o desejo de ofertar cada vez mais.
Iria Brito, postulante de primeiro ano da Comunidade de Aliança, da Missão de Cabo Verde.

