O meu nome é Amanda Gabriel, tenho 24 anos e sou discípula da comunidade de aliança na Missão do Rio de Janeiro. Hoje, vim partilhar como a Providência Divina me alcançou através da intercessão de São José e da Comunhão de Bens no ano passado, 2024, e transformou minha família.
Primeiramente, eu cresci sendo levada à Igreja pela minha mãe. Meu pai só se converteu um pouco depois. Mas sempre teve um coração bem duro. Fazia sua partilha, no pouco, na Paróquia, mas pelo motivo: todos fazem, então vou entrar nessa fila também. Ele não entendia quando eu separava, no meu ano vocacional, dois ou três reais para a Comunhão de Bens, já que minha “renda” era o que eu recebia para almoçar na faculdade. Ele não entendia como, mesmo lutando para pagar os retiros e, posteriormente, a reciclagem, eu ainda assim separava minha parte da Comunhão de Bens.
E foi do meio para o fim de 2024 que minha família se viu em meio a uma crise financeira.
Nesse ano, eu comecei a receber uma bolsa de Pesquisa na minha Universidade, o que não é quase nada, mas me mantinha firme na Comunhão de Bens, juntando dinheiro para minha reciclagem e ajudando na conta de luz em alguns meses aqui em casa. Como não dava para muito, eu cobria os meus gastos e já dava um enorme alívio. Mas, como eu disse, a crise chegou. Ambas as empresas que meus pais trabalhavam começaram a entrar em risco de falência, com muitas dívidas. Salários atrasados, muita ansiedade e dificuldades.
Eu sempre partilhei sobre essa realidade com meus formadores comunitários e sempre tentava encontrar maneiras de ajudar meus pais. Meus formadores sempre me perguntaram se isso, de alguma maneira, estava afetando minha Comunhão de Bens, e se eu estava conseguindo partilhar meus bens. E eu me decidi por ser fiel. Nunca abri mão da partilha. Eu sabia – e sei – que a Comunhão de Bens alcança a muitas almas, seja na Obra de Evangelização da Comunidade, seja auxiliando diretamente a algum irmão. Mas o meu pai certamente não entendia isso! Em meio ao nervosismo de meu pai talvez não conseguir mais sustentar a casa, ele decidiu por pedir a aposentadoria. E começou a ansiar ainda mais por isso pois, se a empresa decretasse falência, ele não receberia tudo o que tinha por direito.
E foi aí que tudo mudou em minha casa.
Minha célula de postulantes, em 2024, se chamava São José: o pai da providência. São José veio visitar minha casa e eu decidi por insistir em fazer a novena em família – algo bem difícil, já que meu pai, com o coração duro, achava bobagem. Mas como Deus é Deus, Ele tratou de convencê-lo.
E assim começamos a rezar, pedindo a ação da providência Divina através da intercessão de São José. Meu pai, antes descrente, começou a gostar da novena, fazer as leituras e colocar suas intenções. Começou a se acalmar em relação a tudo o que estávamos vivendo – sua aposentadoria estava há meses em análise – e foi exatamente no quinto dia de novena em que recebemos a resposta: aposentadoria aprovada! Nesse mesmo dia o meu pai, no ônibus comigo, horas após receber a notícia, com um sorriso me disse: agora eu entendo a partilha de bens e sei que Deus providencia o que precisamos.
O quanto louvei a Deus e me aproximei mais ainda de São José! Hoje, meu pai partilha com alegria e partilha muito mais do que seus bens na Paróquia em que frequenta: ele partilha seu tempo em pastorais, com seu serviço, com disposição. Bem como minha mãe. Que partilha seu tempo não só na Paróquia, mas ajuda em muitos eventos da Comunidade com alegria e disposição.
A Comunhão de Bens salva. Converte nossos corações e nos faz compreender verdadeiramente que “ser pobre é estar nas mãos de Deus”.
Feliz e bendita pobreza que nos alcança.
Que São José interceda por toda a Comunidade.
Shalom!
Amanda Gabriel
Missão Rio de Janeiro
