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Comunidade Shalom oferece curso gratuito de Redação para jovens

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Na maior parte dos vestibulares e no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o diferencial está na redação, que chega a valer metade da pontuação do estudante. Isso porque, mais do que o domínio da língua portuguesa, o tema proposto pode exigir um conhecimento atualizado sobre os principais acontecimentos do país e o que eles representam socialmente.

Para atingir um bom desempenho, é preciso se preparar, dominar as técnicas e praticar as habilidades. Pensando nisso, a Comunidade Shalom, missão Perdizes, em São Paulo, por meio do Projeto Juventude para Jesus, passou a oferecer, em outubro, um curso gratuito de redação para ajudar os jovens a desenvolverem a capacidade de interpretar e produzir textos com coesão e coerência.

O curso é ministrado aos sábados pela jornalista Marília Saveri, também mestre em Comunicação Social e com premiações na área. Se você também vai prestar o Enem ou algum concurso público, não deixe de conferir essas dicas da professora:

1) PLANEJAMENTO

Planejar um texto não é o mesmo que fazer rascunho. Por que planejar? Porque você terá de ter domínio sobre o que escreve, a fim de que se sinta confortável para dar continuidade à história. Depois de ler a proposta e compreender o tema, pergunte a si mesmo: O que sei sobre esse assunto? O que tenho de dados? Acompanhei notícias sobre isso? Há algum livro que faz referência ao tema? Assisti a algum filme interessante que poderia ser usado como exemplo? Como eu poderei sustentar minha opinião? Numa síntese, o meu repertório supre de forma satisfatória o tema proposto? (Faça isso antes de iniciar seu rascunho).

2) DELIMITAÇÃO DO TEMA

O texto argumentativo pede a defesa de um ponto de vista. Você precisará defender uma tese. Para isso, precisa delimitar o tema, ou seja, fazer um recorte temático. Por exemplo: se o tema é consumismo, seu recorte temático pode ser o papel da propaganda no incentivo ao consumo. Se o tema é televisão e cultura, a delimitação pode ser a maneira como o apelo visual do veículo de comunicação compromete o interesse pela leitura.

3) PESO ARGUMENTATIVO

Exemplos são importantes para sustentar seu ponto de vista, mas, cuidado: não utilize casos subjetivos. Não escreva algo que aconteceu com sua vizinha, com sua mãe, na rua, nem escreva um argumento com base em crenças pessoais. Utilize exemplos que possuam respaldo científico, como pesquisas recentes e notícias publicadas. Escritores, filósofos, governantes e formadores de opinião também podem ser citados. Pense sobre isso. E apenas agora inicie seu rascunho.

4) INTRODUÇÃO

Essa é uma dica para quem estiver sem inspiração para elaborar algo muito criativo (como uma trajetória histórica, uma citação literária ou filosófica, falar sobre mitologia grega, ou ainda fazer uma introdução por oposição, definição, indução ou dedução – entre outras possibilidades). Apresente o seu recorte temático. Exponha o ponto de vista que vai ser defendido ao longo do texto. Dessa forma, você apresenta o tema e deixa claro ao avaliador qual será a posição defendida. Essa introdução encaminhará o leitor e mostrará aquilo que será explorado no texto. Guarde os seus exemplos para o desenvolvimento.

5) DESENVOLVIMENTO

Tenha um espírito crítico a respeito do tema. Interprete dados. Conteste. Este é o momento que o candidato transparece seu nível de leitura, a bagagem cultural, os conhecimentos gerais. Dê espaço para seus pontos fortes. Se é a literatura, pense em um exemplo que poderia ser mencionado para fortalecer aquilo que você está defendendo. Pode ser um fato histórico, uma notícia publicada no jornal, um artigo da Constituição. Todavia, muito cuidado: Não exagere nos exemplos. Quando isso ocorre, o candidato divaga, não discute, não faz análise crítica. No desenvolvimento, escolha os exemplos que possuem mais peso argumentativo. Você não conseguirá comprovar 10 argumentos, então é preferível trabalhar com apenas dois ou três, e explicá-los corretamente – um em cada parágrafo do desenvolvimento. O texto precisa de clareza. Você consegue isso por meio de coesão e coerência.

6) CONCLUSÃO

Retome o seu recorte temático (que foi mencionado na introdução). O leitor precisa recordar qual é o ponto de vista defendido. Deixe claro a sua tese e apresente alternativas para a problemática que você desenvolveu. Provas de

redação como a do Enem deixam muito claro que a conclusão vale 20% da nota e que é preciso oferecer uma solução para o problema. Uma dica comum é trabalhar com a técnica de causa e consequência. Utilize expressões coesivas e conclusivas e tente finalizar de uma maneira que surpreenda. Como fazer isso? Não entregue os “segredos” do seu texto logo na introdução. Lá, você apenas fornece pistas de onde quer chegar. Já na conclusão, você esclarece e coloca a “cereja do bolo”. Como? Humanize seu texto. Não se esqueça de que você escreve para pessoas.


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